Parauapebas 29 anos. Menos para a Vale

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Em meio ao período festivo em comemoração aos 29 anos de emancipação política-administrativo de Parauapebas (comemorado no último dia 10 com vasta programação nos dias anteriores e posteriores a data citada), um fato, talvez, tenha passado despercebido (o que nem seria novidade, já que vem ocorrendo nos últimos anos) a ausência visual da mineradora Vale no referido período (sem falar na falta de recursos para ajudar no custeio dos eventos). Não houve publicidade por parte da empresa em relação às felicitações ao município que lhe garante lucro exorbitante com a retirada de mais de uma centena de milhões de toneladas de minério de ferro anualmente, mantendo sucessivos recordes de produção a cada novo relatório divulgado (geralmente nos balanços trimestrais).

A ausência da Vale em época festiva já não é um fato isolado ou inédito. Desde 2015 (ano que comecei a acompanhar in loco) a programação de festividade da “capital do minério”, que percebo esse distanciamento, ou melhor, ausência. Nem o procedimento praxe de publicidade – via outdoors – foram encomendados pela mineradora para prestar (pelo menos visual) homenagem ao seu ainda maior polo de produção.

Sem jogo de aparências, a relação da Vale com Parauapebas é meramente formal. Com a postura de empresa privada que cumpre suas obrigações contratuais e de concessão pela atividade que realiza. Nada além disso. O que sai para “fora da curva” é produto de ações judiciais e – na melhor das hipóteses – acordos de cooperação entre o poder público municipal e a empresa (sempre em caráter compensatório por algum dano atual ou futuro).

Esse distanciamento tende a aumentar. Com a operação do S11D na serra sul, ou seja, em outro município, neste caso, Canaã dos Carajás, Parauapebas deixa de ser o centro do processo produtivo em Carajás. Além disso, a sua troca de comando e o seu novo formato acionário (mais pulverizado, com mais sócios) poderá redefinir a relação com seus locais de operação com a tendência de corte de gastos além do que é obrigação.

Ano que vem, em 2018, Parauapebas completará 30 anos, três décadas, um marco histórico. E sem surpresas a mineradora Vale não deverá ajudar apagar as velinhas…

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