Parauapebas enfrenta grave crise política. Parte I

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Ontem (05) foi mais um dia histórico para Parauapebas, a
capital do minério, pois a referida cidade viveu mais um capítulo do caso do afastamento do prefeito Valmir Mariano (PSD) por 180
dias pela Câmara de vereadores na última terça-feira (03). Na quarta-feira (04)
o prefeito descumpriu as determinações legais do dia anterior, na sessão
histórica que o afastou do cargo e apareceu na prefeitura para trabalhar
normalmente, despachando com assessores e secretários como se nada tivesse
acontecido.
Pelas informações levantadas ontem, o chefe do executivo municipal
retornou ao Palácio do Morro dos Ventos (sede da prefeitura) para continuar a
sua rotina de trabalho. Dezenas de policiais militares e outros membros da área
da segurança pública cercaram os acessos ao prédio. Ninguém poderia passar.
Não longe, na sede do poder legislativo municipal, ocorria a
posse da vice-prefeita Ângela Pereira, para assumir o comando do poder
executivo pelo período de 180 dias. A cerimônia ocorreu de forma improvisada;
no saguão do referido prédio, pois o presidente da casa, vereador Brás, mandou
fechar os acessos ao plenário. Em seguida (parecendo cena de filme
hollywoodiano) a vice-prefeita e os vereadores que afastaram o prefeito saíram
em caminhada cantando os hinos brasileiro e de Parauapebas até a sede da
prefeitura, caracterizando uma cena de preparo para uma disputa medieval.
A guerra jurídica está formada e deverá levar meses até que
o caso esteja definido. Situações parecidas com o que está ocorrendo na capital
do minério, o mandatário municipal geralmente retorna ao cargo por diversas
vezes. Valmir está afastado, mas sua assessoria move-se rapidamente para lhe
garantir segurança no cargo. A crise política em Parauapebas começa a ter
contornos preocupantes para a ordem estabelecida e para próprio funcionamento da cidade.
Não é só o executivo que sofre com a situação; a Câmara de vereadores está em “pé
de guerra”, bem dividida entre a base governista e a oposição que cresceu com a
situação. O caso pode criar além da instabilidade nos poderes envolvidos, engessá-los,
ou seja, tudo fica parado, nada avança.
Como o prefeito Valmir se recusa a deixar o cargo, desrespeitando
decisão legal dos vereadores em afastá-lo, a vice-prefeita Ângela Pereira tomou
posse e Parauapebas passou a ter dois prefeitos. Além da crise econômica vivida
pela cidade, agora a crise política promete tornar a capital do minério um
caos. Pobre cidade rica.

O blog acompanhará os acontecimentos do caso, publicando
sequencialmente as novidades e situações que possam surgir. Aguardemos,
portanto, os próximos capítulos …

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