Parauapebas: entre a florada dos Ipês e o inferno das queimadas

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Entre os meses de julho e agosto o município de Parauapebas parece viver ao mesmo tempo dois mundos, duas realidades. O céu e ao mesmo tempo um inferno situado em pouco mais dos seus 7,7 mil km². O cenário exuberante ocorre pela florada dos Ipês, vegetal muito comum na cidade, especialmente nas avenidas centrais da “capital do minério”. Os ipês acompanharam o processo de urbanização das áreas centrais da cidade, sendo plantados e cultivados a partir da década de 90.

Por outro lado, temos o inferno bem próximo de nós. A proliferação de queimadas criminosas na zona urbana parauapebense é uma das piores tragédias coletivas que ocorrem anualmente no sopé da cordilheira de ferro que contorna o município. Todos os anos o problema se repete, se agravando a cada verão amazônico, com a inércia habitual do poder público municipal.

Os Ipês florindo, suas folhas colorindo o chão, são apenas um alento, uma paisagem que faz esquecer por alguns minutos a perda da cobertura vegetal no entorno da cidade, da queima indiscriminada em dezenas de pontos espalhados pelos bairros.

Conforme anunciado pelo Centro Integrado de Monitoramento Ambiental da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), a tendência é de clima seco, com poucas precipitações em todo o estado, especialmente nas regiões sul e sudeste que no atual período do ano, sofrem habitualmente com forte estiagem. Portanto, é de se esperar que o clima em Parauapebas esteja beirando o insuportável, agravado com a continuas queimadas.

Portanto, vivemos entre o espetáculo da florida dos Ipês e o inferno das queimadas sem controle. Neste período, Parauapebas oscila entre o céu e o inferno. Dois mundos em um só.

1 COMENTÁRIO

  1. Triste ver o cenário tórrido e cinza deixado pelo fogo. Alarmante principalmente nas encostas dos morros.

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