Parauapebas: no jogo de “empurra-empurra” o servidor público é o penalizado

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Em menos de 15 dias estaremos chegando a metade do ano de 2017 e até a data desta publicação os servidores públicos municipais de Parauapebas ainda não receberam os seus devidos aumentos em seus proventos provenientes do anual reajuste salarial. Ocorre inegavelmente uma morosidade incrível, impressionante entre as partes envolvidas, ou seja, governo municipal e sindicatos.

Darci Lermen logo após se tornar prefeito empossado (pela terceira vez) uma de suas primeiras medidas foi reunir com os sindicatos para definir – o quanto antes – a campanha salarial do ano corrente. A atitude foi elogiada por muitos, inclusive por mim. O alcaide municipal deixou claro naquele momento que queria adiantar o processo de negociação, ou seja, antecipar o máximo a resolução da questão, evitando o acúmulo de recursos a pagar, onerando muito a folha de pagamento.

A referida ação pareceu “jogo de cena” (mesmo assim foi elogiado) ou, no mínimo, puro amadorismo do prefeito de prometer algo que não poderia cumprir (levando em consideração o conhecimento sobre a real situação financeira da prefeitura). Será que ele já sabia disso!? Levando em consideração que Darci Lermen foi prefeito por dois mandatos e que conhece bem a máquina pública parauapebense, seria muita leviandade tal questão ou uma grande manobra.

O tempo foi passando e a prefeitura juntamente com os representantes de classe foi protelando. Em um jogo de enrolar e se deixar ser enrolado. Essa foi a tônica do processo que pendurou nos últimos cinco meses. Parecia que estava instituído um grande acordão entre prefeitura, sindicatos e até alguns membros do poder legislativo municipal.

Pois bem, a vontade e desejo palaciano prevaleceram. A proposta costurada no Palácio do Morro dos Ventos foi colocada e aprovada sem maiores resistências por parte dos sindicatos. Suas respectivas bases foram por inércia referendando o acordo (8% de aumento salarial e 155 reais de aumento no vale alimentação, passando a valer R$600,00). Isso sem ter ocorrido um amplo debate sobre as reais situações financeira e fiscal do governo. A velha máxima: “de que não há recursos e que o aumento ultrapassará a Lei de Responsabilidade Fiscal) prevaleceu sem maiores questionamentos.

No ano passado com orçamento maior o aumento aos servidores municipais chegou a 11%. E com esse valor (bem acima da média concedida em outros municípios paraenses) ocorreram greves, paralisações, passeatas e até um belo churrasco em frente à Prefeitura como forma de protesto, além do costumeiro processo de ocupação das dependências internas do Palácio do Morro dos Ventos. Mudou a gestão e parece que mudou também o trato sindical com a questão. Nada de pressão ocorreu ou qualquer atitude mais enérgica em relação à gestão municipal foi feito. As paralisações e passeatas (no caso do Sintepp) cumpriam as agendas nacional (contra o governo Temer) e estadual (servidores da educação em protesto ao arrocho salarial promovido pelo governo Jatene), mas movimentação municipal quase não ocorreu.

Aprovado pelos dois principais sindicatos (Sinseppar e Sintepp) a proposta do governo, o passo seguinte é o envio do documento selando o acordo (aceite) para aprovação da Câmara de Vereadores (primeiro nas comissões de Orçamento e Justiça) para depois deliberação em plenário. Pela morosidade do processo (cinco meses e meio) no jogo de empurra-empurra entre governo e sindicato, o documento entrou em caráter de pedido de urgência naquela Casa de Leis. Não sendo aprovado pelos edis na última sessão (16/05). Os que votaram contra justificaram tal decisão através de questionamentos em relação ao acordo entre a prefeitura e os sindicatos. Alguns vereadores fizeram duras críticas aos representantes sindicais, além de compararem realidades e números do ano passado (orçamento menor com reajuste maior) com a atual (maior e com reajuste menor). Ou seja, o aumento salarial com o retroativo referente ao mês de janeiro não deverá ser pago no fim do mês corrente por conta do prazo limite do fechamento da folha de pagamento. Ou seja, no jogo de empurra-empurra entre governo, sindicato e câmara de vereadores, o maior penalizado é o servidor.

Em um município com orçamento bilionário e que teve sua expectativa de arrecadação aumentada o empasse só demonstra a politicagem que se pratica e os interesses que são defendidos pelas partes envolvidas. Enquanto isso o servidor público é o mais penalizado. Até quando?

4 COMENTÁRIOS

  1. Esta atual gestão d Darci já está ” contaminada.Promessas de campanha ñ se cumprem.O servidor d Parauapebas já tá com percas saláriais desde a gestão d Darci 2005 á 2012.A categoria votou pela ” aceitação” dos 8%.Eu ñ vejo avanço nesta ” queda-de-braço” entre prefeitura e servidores.Os sem esclarecimentos e incultos destacam os 11% d aumento d governo Valmir.
    Medidas q na prática ñ houve aumento Real.É uma reversão d ganhos d nossa categoria.Neste momento vejo c perplexidade a atuação d secretários despreparados e coordenadores q ñ sabem diferenciar o Quer é ser “categoria” ou governo

  2. Aprovado pelos dois principais sindicatos (Sinseppar e Sintepp) a proposta do governo, o passo seguinte é o envio do documento selando o acordo (aceite) para aprovação da Câmara de Vereadores (primeiro nas comissões de Orçamento e Justiça) para depois deliberação em plenário. Pela morosidade do processo (cinco meses e meio) no jogo de empurra-empurra entre governo e sindicato.Neste item é bastante ” enfático” qdo o “blogueiro”ressalta a morosidade d processo.E ficou + evidente qdo a Câmara Municipal de Parauapebas ” vetou” o aumento dado pelo prefeito Darci.É uma ineficiência d Câmara Municipal de Parauapebas em ñ aprovar em tempo hábil está pauta.

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