A “pá de cal” na candidatura de Alckmin?

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O candidato à Presidência da República pelo PSDB, Geraldo Alckmin, parece que vai vendo a sua pretensão eleitoral ser sepultada precocemente, com cada vez menos chances de ir ao segundo turno. Primeiramente, porque não cresce nas pesquisas. Agora, o seu mais novo revés ocorreu por conta da divulgação de um vídeo de pouco mais de dois minutos gravado pelo presidente Michel Temer. Nele, o mandatário da nação foi bastante incisivo nas críticas ao candidato tucano. Tudo porque em seu programa de governo e em seu horário eleitoral, o ex-governador de São Paulo vem tecendo diversas críticas ao Governo Federal.

Temer que havia declarado publicamente que Alckmin era o seu candidato,  mas parece que a reciproca não é verdadeira, haja vista, que o tucano não defende a gestão do mdebista, pelo contrário, quer distância do presidente. Essa postura teria provocado tal declaração de Temer, que lembrou ao ex-governador paulista que o seu partido apoiou o Governo Federal, e que o volumoso leque de apoio de sua candidatura concentra partidos que estavam à frente de vários ministérios. O presidente citou nominalmente alguns auxiliares, rebatendo as críticas do presidenciável do PSDB.

Temer esperava ao declarar apoio a Alckmin, que o tucano defendesse a sua gestão, apresenta-se ao eleitorado as suas realizações, assim como é feito nas peças publicitárias referentes ao governo de São Paulo. A questão é que ninguém quer “colar” em Temer. Todos querem distância do presidente. Sua impopularidade é recorde e está provado que ele tira votos. Desde o processo de redemocratização, em 1985, que um presidente da República, em ano de eleição presidencial, não fica à margem do processo, em isolamento forçado.

Essa questão foi abordada em maior detalhe recentemente. A fiz no texto: “Temer e o parlamentarismo disfarçado” (Leia aqui) A atitude inesperada de Michel Temer contra Geraldo Alckmin provocará estragos na campanha do tucano. O horário eleitoral começou, a grande “arma” do ex-governador paulista para decolar nas pesquisas não está funcionando. A crítica de Temer poderá ter sido a “Pá de cal” na candidatura de Alckmin? Se sim, então cabe a despedida: “Aqui jaz…”.

Leia abaixo a íntegra da fala de Temer divulgada nas redes sociais:

Geraldo Alckmin, candidato a presidente da República,

Me dirijo a você pelas falsidades que você tem colocado no seu programa eleitoral e não posso silenciar em homenagem ao povo brasileiro.

Você diz que a educação foi um desastre. Você sabe quem foi o meu ministro da Educação? O Mendonça Filho, do DEM, um partido que apoia a sua candidatura. E o Mendonça fez um belíssimo trabalho. Primeiro ponto.

Segundo ponto. Você fala mal da saúde como se a saúde fosse um desastre. A saúde melhorou muito no nosso governo, e [o ministério] está com o PP, um partido que apoia sua candidatura, teve três ministérios, continua com três ministérios e ele, Ricardo Barros, que foi ministro, também fez um extraordinário trabalho. E você critica. Critica indevidamente.

Você critica a área de indústria e comércio. Você sabe quem foi o ministro. O Marco Pereira. Que é o candidato a deputado federal, do PRB, que apoia sua candidatura. Estava no meu governo e continua no governo e agora é base de apoio da sua candidatura.

Se você fala em desemprego, você sabe quem conduziou o Ministério do Trabalho e outros órgãos conexos, Geraldo? Foi exata e precisamente o PTB, que apoia a sua candidatura e está na base do meu governo e, se você vier a ganhar a eleição, essa base será sua base governamental.

E eu me lembro, Geraldo, que você, quando candidato a governador, candidato a presidente, nas vezes que eu te apoiei, precisamente para esses cargos, você era diferente.

Não atenda aos que dizem seus marqueteiros. Atenda, apenas, à verdade. E a verdade significa que fizemos muito por essas áreas conduzidas por aqueles que hoje apoiam sua candidatura.

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