Alckmin x Bolsonaro. A disputa por uma vaga no 2° turno

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O PSDB já mostrou em seu primeiro programa no horário eleitoral qual será a sua principal estratégia: descontruir a candidatura de Jair Bolsonaro. Os tucanos atacaram o candidato do PSL de forma incisiva, no formato de inserção do eleitor na situação, geralmente com perguntas ou questionamentos. É uma velha tática em campanha eleitoral, mas ainda tem seus efeitos positivos a quem a faz.

Alckmin sabe que o maior empecilho no tocante ao seu crescimento nas pesquisas é Bolsonaro. O deputado federal tem o dobro das intenções de voto do tucano, além de possuir o maior índice de cristalização, o que dificulta, por exemplo, a sua queda nas pesquisas; justamente o que é inversamente proporcional, “segurando” o crescimento de Alckmin.

Outro ponto negativo ao ex-governador de São Paulo é o desgaste que o PSDB passa, e que não existia, por exemplo, na campanha presidencial de 2014. A citada legenda está jogada na vala comum da corrupção, com importantes nomes sendo acusados de ilicitudes de todas as ordens. Uma grande parcela de intenções de voto que Jair Bolsonaro ostenta nas pesquisas vem desse eleitorado.

Possivelmente, Fernando Haddad crescerá nas próximas semanas. O petista, escolhido por Lula, deverá herdar minimamente 60% das intenções de voto do ex-presidente (o que poderá lhe colocar no segundo turno); os outros 40% deverão ser divididos entre Marina Silva, Ciro Gomes e Guilherme Boulos. O ex-governador cearense é o favorito no volume de votos transferidos do ex-presidente Lula, depois de Haddad. O marketing da campanha de Ciro Gomes já está agindo. Com a impugnação da candidatura de Lula, sua nova narrativa é: “Sem Lula, agora é Ciro”. Isso lhe fará subir alguns pontos nas próximas pesquisas.

Sendo assim, a outra vaga no segundo turno será disputada entre Geraldo Alckmin e Jair Bolsonaro, com vantagem ao candidato do PSL. A esperança do tucano, como já abordado neste blog diversas vezes, será o seu grandioso tempo de televisão. Ele será dividido em três vertentes: mostrar o candidato; suas realizações como governador e ataques o candidato Jair Bolsonaro.

Resta saber e também combinar com o eleitor, se a tática do ataque direto vai funcionar na prática. No horário de televisão, sim, pois não há como os ataques serem replicados, pois o candidato do PSL só possui oito segundos. Nesta lógica, os próximos debates prometem embates fortes entre Alckmin e Bolsonaro. Será que o ex-governador paulista conseguirá imprimir um confronto mais enérgico – como precisa fazer – saindo do seu estado letárgico, que virou a sua marca?

Enquanto Bolsonaro e Alckmin prometem protagonizar os maiores confrontos da campanha; Fernando Haddad caminha em direção ao segundo turno. Ciro Gomes e Marina Silva, ambos, como já dito antes neste blog, ficaram pelo caminho. O ex-governador cearense terá tendência de crescimento nas próximas pesquisas, pelos motivos já citados. Porém, uma vaga no segundo turno terá decidido entre tucanos e bolsonaristas.

2 Comentários

  1. Boa tarde,
    Avaliação corretíssima, agora direita e extrema-direita irão se degladiar, e como ambos possuem “rabo de palha” e “telhado de vidro” pode sobrar até para quem estiver por perto…Alckmim amargará o desgaste Tucano (Ele, Aecio, Serra e cia LTDA) e Bolsonaro terá de apresentar “propostas sérias” em vez das frases de efeito e terá de dar explicações sobre a evolução patrimonial e sobre a Wal do Açaí.

  2. Discordo em parte, pois, acredito q Haddad ñ herdará os tais 60%.
    Haddad fez um péssimo governo na capitã paulista e isso vai ser usado contra ele e deve pesar.

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