Alcolumbre: a vitória de Pirro e o fator Renan

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A inesperada vitória de Daniel Alcolumbre na eleição do Senado foi o fator político mais surpreendente deste início de ano. Nem os especialistas conseguirão prever tal feito. Toda essa engenharia que levou o senador amapaense a presidir o Senado, foi creditado em grande parte à interferência nos bastidores do ministro Chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. Porém, pode ter sido uma vitória temporária, ou como se chama, de Pirro.

Isso pela forma como foi feita a intervenção por parte do Palácio do Planalto, desmoralizando Renan Calheiros, ao ponto do senador alagoano desistir de sua candidatura. E, além disso, o ex-presidente do Senado, deixou claro a sua insatisfação com o “modus operandi ” governista, e que deverá organizar junto ao MDB e aliados um bloco de oposição ao governo. Ou seria só um “balão de ensaio”?

E o novo presidente? Sempre foi do chamado baixo clero, ou seja, sem expressão no cenário político. Poderia ser um novo Severino Cavalcante? Ou servir de marionete ao governo? Ou quem sabe cair cedo? Seu papel por conta do apoio do governo será o de conduzir as reformas, em especial a da Previdência.

De qualquer forma, o Democratas se fortalece, apesar de ter uma bancada pequena no Congresso, mas dirigirá pelos próximos dois anos as duas Casas. Ao PSL, partido do presidente, cabe aprender o jogo político e, quem sabe, nas próximas eleições, assumir o comando.

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