Belém: chegou a hora

Vista aérea do Complexo Feliz Lusitânia. FOTO: FLÁVYA MUTRAN/ARQUIVO AG. PARÁ BELÉM - PARÁ DATA: 02.02.2005 Foto: Flavya Mutran

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Em algumas horas, os belenenses saberão o futuro político da capital do Pará. Como era esperado, a disputa pelo Palácio Antônio Lemos, seria acirrada, apertada, conforme a maioria das pesquisas eleitorais indicam: empate técnico dentro da margem de erro. A exceção ficou por conta do instituto Doxa, que lançou duas pesquisas neste segundo turno e apresentou em ambas, cenário altamente favorável ao tucano Zenaldo Coutinho. Na primeira divulgação o atual prefeito tinha vantagem de mais de 12 pontos. Na segunda, caiu para oito, o dobro da margem de erro.

Na dança de números e os cenários diferentes que as pesquisas apontam, está primordialmente o futuro de Belém, capital que completou quatro séculos e que se apresenta em estágio degradante em diversas áreas. O quadro social da capital do Pará é calamitoso, configurando-se entre os piores no ranking das capitais brasileiras. As gestões de Duciomar Costa (2005 – 2012) e do atual prefeito Zenaldo Coutinho (2013 – 2016) aprofundaram o cenário penoso em que Belém foi submetida desde o início deste século.

É fato que a atual gestão municipal ficou aquém do que se poderia esperar. Conseguiu ser pior do que o antecessor, Duciomar Costa, reconhecido até então, como o pior prefeito de Belém nos últimos 50 anos. Então o que explicaria Zenaldo à frente na maioria das pesquisas? Como o atual alcaide se mantém competitivo frente ao cenário da cidade?

O velho e “bom” marketing dos tucanos, novamente é um dos maiores responsáveis por tal feito. As peças publicitárias criam uma realidade fictícia que faz Belém virar uma Estocolmo equatorial. A capital com milhares de desinformados, Orly Bezerra e sua turma, não tem muito trabalho em criar a chamada “Zenaldolândia”, como é chamada Belém das peças publicitárias da campanha do atual prefeito.

Outro ponto que ajuda a manter Zenaldo na liderança, segundo algumas pesquisas, é justamente o elevado nível de rejeição ao ex-prefeito Edmilson Rodrigues (Psol). O hoje deputado federal não é uma unanimidade em gestão. Como falei anteriormente, há muito saudosismo e brilhantismo no processo de avaliação do ex-prefeito. Reconheço que foi melhor gestor que Belém teve nas últimas três décadas, mas cometeu erros políticos e alguns primários que não são esquecidos. Mas reconheço que Edmilson na atual conjuntura política e calamitoso processo que Belém vive, ele tornou-se a melhor opção. A capital paraense não merece mais quatro anos (ou até dois, caso Zenaldo vença, há reais chances de ele ser o indicado por Jatene ao governo do Estado).

O TRE promete apuração em tempo recorde. Segundo o referido tribunal, até as 18 horas deste domingo, Belém já terá o resultado e o seu futuro político decidido. Que a capital do Pará consiga avançar, retomar o desenvolvimento e não ficar acompanhando – de longe – o crescimento de outras cidades, outras capitais. O período da borracha não voltará, portanto, só lhe resta boa gestão pública para amenizar o cenário calamitoso em que se encontra.

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