E aí, Senado?

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Caberá a Câmara Alta decidir sobre a pretensão do presidente Jair Bolsonaro em fazer o filho, Eduardo, o próximo embaixador brasileiro em Washington. O que começou como uma brincadeira do presidente, como se quisesse medir a repercussão (modus operandi que tornou-se corriqueiro), o nome do “03” foi colocado à prova.

A escolha levantou polêmica, justamente por Eduardo ser filho do presidente e por sua notada incapacidade ao cargo. Seu currículo não está à altura para exercer tamanha função, justamente na embaixada brasileira de maior relevância no exterior. Eduardo é criticado por questões básicas, inerentes ao cargo, como, por exemplo, não ter um bom conhecimento da língua inglesa e nem sobre relações internacionais.

Como dito, caberá ao Senado Federal a decisão sobre o caso. Eduardo precisará de 41 votos, o mínimo, na lógica numérica de metade mais um dos componentes daquela Casa. O que o governo apurou é que, até o momento, esse quantitativo favorável à permissão, estaria em 33 votos. Ainda falta reverter votos para atingir o mínimo ou ir além para se manter uma “margem de segurança”. O “03” seguindo o rito, passaria por uma sabatina dos senadores, para depois ocorrer a votação, esta – pelo regimento – seria secreta. Dentro do grupo de senadores que apoiam o Palácio do Planalto, há quem discorde de tal indicação.

Por outro lado, o presidente deixou claro que o filho estará no campo diplomático de seu governo; caso a maioria dos senadores rejeitem a indicação de Eduardo para a embaixada brasileira nos Estados Unidos, ele será nomeado como ministro das Relações Exteriores. 

Sobre o caso, o Blog já produziu algumas análises. É sabido que, Eduardo desde o início do governo do pai, exerce indiretamente a função de chanceler. No ministério de Comércio Exterior todos sabem que Araújo manda menos do que o deputado. Como já postado aqui, diversos exemplos reforçam tal afirmação: crise na Venezuela e a visita de Jair Bolsonaro a Casa Branca. O ministro das Relações Exteriores foi preterido nessas duas ocasiões; Eduardo foi quem – ao lado do pai – conduziu a relação diplomática.

Portanto, os senadores terão a oportunidade de corrigir caprichos presidenciais, ou validar uma escolha pessoal que passa à margem dos necessários critérios para o exercício de importante cargo. E aí, Senado?

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