Iniciou o “tiroteio” virtual no tabuleiro político de Parauapebas

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Iniciou-se o processo de “tiroteio” acusatório de todos os lados dentro do tabuleiro político de Parauapebas. Algo esperado pelo próprio período que estamos, a um ano e meio da próxima eleição. O momento já requer movimentos, conversas, propostas e acordos para quem almeja se lançar candidato. E também abre-se a temporada do chamado “fogo-amigo”, procedimento muito conhecido de quem vive a política, independente de esfera governamental.

O prefeito Darci Lermen sabe que já há articulações nos bastidores que ainda não definem nomes, mas definem táticas de ação, o “modus operandi”. E o mandatário municipal tem conhecimento que começaram a “brotar” dentro de seu governo, de agentes que compõem a sua equipe, movimentos que vão de encontro aos seus próprios interesses políticos.

E assim já está sendo feito. Nomes que já se colocam como “pré-candidatos” a prefeito se organizam e produzem conteúdo (geralmente por alguém terceirizado) que é trabalhado e repassado aos militantes virtuais, os que fazem “barulho” nas redes sociais, em grupos de WhatsApp, mas que não passam disso, ou melhor, se resumem a isso. A eleição de 2018, no caso da disputa presidencial deixou claro que essa estratégia funciona.

Caberá ao governo municipal montar a sua retaguarda virtual. Não aquela que produz conteúdo fora da realidade, ou esconde os fatos, mas a que consiga replicar ou defender o que foi, está e será feito. Além disso, não deixar, por exemplo, que uma mentira vire verdade. Ou que “ataques” façam estragos. Para isso, se faz necessário uma boa articulação da Ascom. E se a “corda romper”? O governo terá uma mega estrutura de comunicação contra.

Indiscutivelmente o prefeito Darci Lermen é o favorito a vencer a próxima eleição (mesmo com um governo abaixo do esperado – para alguns, por conhecê-lo, talvez não seja surpresa – mas a máquina municipal é poderosa, e sem contar com a Estadual que deverá desembarcar por aqui) não pela gestão em si, mas pela própria ausência de lideranças e estrutura econômica para isso. Na oposição, o principal nome e que tem voto é o ex-prefeito Valmir Mariano, que caso fosse o único nome (estratégia de unificação das diversas forças oposicionistas em torno de um único nome, neste caso o mais popular).Pesam contra Valmir sua já famosa falta de habilidade política, seu pouco apego a cumprir acordos e sua enorme dificuldade de criar – E MANTER – grupos políticos. E isso pesa muito, pois nunca houve até hoje em nosso município quem tenha vencido uma eleição sem agrupamento de forças políticas e de lideranças (sejam empresariais, políticas, religiosas e/ou sociais). Campo onde o atual prefeito é reconhecido como um mestre da articulação. Então, seria basicamente um plebiscito: Mariano x Lermen. O resto é figuração e na sua maioria, pessoas tentando “vender visibilidade” aos dois reais competidores.

Sem Valmir, a oposição não teria um nome forte, de grande visibilidade. Darci usará a tática conhecida de pulverização de votos, ou seja, na prática bancaria além da sua, uma ou duas candidaturas. Em nosso município, que não tem segundo turno, só é preciso trabalhar pra chegar em primeiro lugar, não precisa ter 50% dos votos (como Darci não teve em 2016); só precisa ser o mais votado para governar Parauapebas pela quarta vez e se considerarmos que a máquina governamental tradicionalmente, mesmo na pior das hipóteses, sai com pelo menos 30% dos votos, a missão, longe de ser fácil, também não tem nada de impossível, pois com apenas 3 ou 4 candidatos na casa dos 10 mil votos (ou além), é possível eleger-se até mesmo abaixo dos 40% de votos. O que vai definir é o perfil desses outros candidatos, ou seja, DE QUEM eles vão tirar esses votos, se de Darci ou de Valmir. Apenas um exemplo para entendimento: Gesmar Costa é uma liderança muito bem avaliada em nossa região. Apesar de não ter musculatura pra ser, de fato, um competidor, pode definir uma eleição, fazendo os votos penderem em favor de Darci, pois seu perfil eleitoral é exatamente o mesmo de Valmir, o que quer dizer que a maioria de seus votos viriam da mesma fonte que do ex-prefeito, prejudicando demais seu antigo aliado e ainda presidente partidário. Com um agravante; é um candidato que Valmir teria dificuldades de atacar, pois ambos trabalharam juntos e seria como dar um “tiro no próprio pé”, haja vista Gesmar ter ficado conhecido justamente pelo sucesso em sua passagem pelo SAAEP, no mandato de Mariano.

A guerra virtual irá se impor. O governo precisa identificar os movimentos internos que estão indo para outras direções, e isso não é o problema em si (haja vista que Darci se elegeu com apoio de 16 partidos, portanto, há interesses distintos e que estão vindo à tona agora), mas o prefeito precisa – até por estratégia política – estancar ou enquadrar esses movimentos, isolando e retirando poder de seus protagonistas.

A guerra virtual começou e ela é financiada por muitos. O Palácio do Morro dos Ventos precisa se preparar. A gestão abaixo do esperado e do que Parauapebas precisa será a artilharia oposicionista. A Comunicação precisa funcionar.

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