Novamente os vereadores eleitos levam “bronca” da Justiça

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Na última sexta-feira (09), os eleitos do último pleito municipal foram diplomados na sede da Justiça Eleitoral. Vereadores, prefeito e seu vice, receberam seus respectivos documentos, os validando para assumirem seus respectivos cargos e funções já no primeiro dia de 2017.

O que seria um evento festivo, com a presença dos eleitos, seus familiares e convidados, foi trocado por algumas situações inusitadas. A juíza eleitoral Eliene Vieira que comandou a solenidade, expos a sua preocupação com atuação dos vereadores da cidade e deixou claro aos eleitos que não será permitido os procedimentos que vinham sendo realizados abertamente, sem rodeios ou constrangimentos pelos atuais legisladores.

A magistrada relacionou ao fato que a maioria dos vereadores terem se tornados os donos das secretarias municipais e delas faziam o que queriam. O tema foi abordado por mim recentemente neste blog. Afirmei com todas as letras que a CMP é coautora do caos administrativo e gerencial instalado na “capital do minério”. Por isso a dura mensagem da juíza especialmente aos futuros legisladores, haja vista, que alguns, foram reeleitos.

Em sua fala, Hélio Rubens, promotor de justiça, voltou a tocar no assunto e igualmente teceu diversas críticas à referida prática que se tornou praxe nas relações institucionais em Parauapebas. É desta forma – sob pressão – que iniciará os trabalhos legislativos, em 2017. A CMP iniciará os trabalhos em uma seara de desconfiança. Os vereadores irão parecer “pisarem em ovos”. Não há dúvida que os vereadores serão – por imposição – mais legisladores e menos politiqueiros, em relação a atual legislatura (2013-2016) que se encerrará em breve, pelo bem da cidade. Da mesma forma, o Palácio do Morro dos Ventos, sob o comando de Darci Lermen estará sob os intensos olhares da Justiça.

Sinceramente, não sendo pessimista, e sim por experiência de acompanhar o funcionamento dos acordos políticos, penso ser muito improvável que a prática de indicações e controle de espaços no novo governo não ocorram. Se isso – de fato – fosse eliminado, Parauapebas estaria reinventando a política ou a praticando em outros patamares, como de fato, deveria ser. O que deverá ocorrer é a relação entre os poderes de forma mais “republicana”. Sem os exageros ou extravagâncias que vinham ocorrendo.

No caso dos acordos firmados pelo prefeito eleito, como atender os interesses políticos de 16 partidos? Como acomodar espacialmente em seu governo um grande leque de agremiações partidárias? Como manter a maioria no parlamento sem atender pedidos? Como criar um grande pacto de gestão, de enfrentamento a crise, de gerar oportunidades (lema central do novo governo) sem atender acordos?

Darci Lermen é político. Sabe fazer política. Bem diferente do seu antecessor, Valmir Mariano. Lermen sabe também que terá como sombra a Justiça e por conta disso, deverá criar novas formas de relação institucional. Espera-se também que a Justiça não fique na simples retórica e -de fato – fiscalize as autoridades públicas. Se assim o fizesse desde o início, a situação poderia não ter chegado aos patamares críticos de hoje. Que venha 2017 e com ele as dúvidas e esperanças.

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