Na nova CMP quem será governo ou oposição?

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Resolvi me antecipar aos fatos ou desdobramentos na relação do novo governo em Parauapebas e a relação política com a nova legislatura. Ledo engano achar que as negociações entre o novo governo e os vereadores eleitos começarão mais à frente e não agora. Esse tipo de relação política inicia logo no dia seguinte ao fim da disputa eleitoral. Geralmente ficam, a princípio, nos bastidores em negociações que, em alguns casos são demoradas, mas já podem estar ocorrendo.

 Na composição da “Casa de Leis”, oito parlamentares continuarão com suas cadeiras no parlamento e outros sete irão estrear como legisladores. Tomando como base o resultado das urnas e a composição das coligações que obtiveram assentos e representatividade, montei um diagnóstico do atual momento, levando em consideração os acordos firmados ainda na eleição.

Dentre os 15 vereadores eleitos o prefeito Darci Lermen (PMDB) neste momento poderia contar com seis apoiadores. Seriam estes:

1 – Elias da Construforte (PSB);

2 – João do Feijão (PV);

3 – Luiz Castilho (Pros);

4 – Kelen Adriana (PTB);

5 – Eliene (PMDB);

6 – Coutinho (PMDB).

A oposição neste momento, conta com sete nomes:

1 – Zacarias (PSDB);

2 – Braz (PSDB);

3) – Joelma Leite (PSD);

4) – Horácio Martins (PSD);

5) – Pavão (PSDB);

6) – Parceirinho (PSC);

7) – Maridé (PSC)

Posição indefinida:

1 – Joel do Sindicato (DEM);

2 – Francisca Ciza (DEM).

Como a câmara municipal parauapebense conta com 15 cadeiras, portanto, para o prefeito manter a sua base, garantir a governabilidade, terá que ter no mínimo oito cadeiras ou a margem de segurança de nove. Ou seja, a bancada do DEM com dois assentos é fundamental para minimamente iniciar o governo com o controle do legislativo, sem maiores esforços para “pescar” alguém do outro lado.

Cabe ainda saber como serão costurados esses acordos de bastidores entre o prefeito e possivelmente o mandatário do DEM no município: Marcelo Catalão. Ainda não sabemos nesses dois meses que restam quem da oposição poderá virar governo? Pratica muito corriqueira no parlamento da “capital do minério” e realizado sem cerimônias ou constrangimentos.

Nesta atual legislatura que caminha para o seu encerramento, ficou claro que a maioria dos vereadores não conseguem se manter sem as benesses governistas: cargos, contratos, indicações, secretárias e por aí vai. Quem desses que estão neste momento no campo oposicionista conseguirão se manter fora do bloco de poder? Fazer oposição a uma máquina pública poderosa? Quem fará – de fato – o seu papel de fiscalizador? Ou quem era grande investigador do atual governo, como no caso da vereadora Eliene, manterá tal postura agora sendo governista?

Pelo visto ainda muitos desdobramentos nesta relação entre os poderes Executivo e Legislativo virão. Cabe analisar os movimentos, uma simples foto ou fala já poderá evidenciar caminhos que serão tomados ou acordos que serão cumpridos. Voltarei ao tema mais à frente. Com este texto quis só iniciar o debate e análise sobre os bastidores do poder em Parauapebas. Aguardem, muitas surpresas e sem constrangimentos virão.

2 Comentários

  1. Essa é mesmo a nossa maior preocupação, no momento, que os vereadores eleitos realmente cumpram o seu papel de fiscalização, e como leiga no assunto, tenho minhas dúvidas se seria melhor pra nós parauapebences, que haja uma maioria de oposição para fiscalizar ou que a maioria seja a favor para não dificultar os projetos do prefeito.

    • Sua indagação é pertinente no atual contexto político que vivemos. Não podemos esquecer do fisiologismo que domina as relações políticas e que promove ações nem sempre republicanas. Todo prefeito quer ter a maioria no parlamento e geralmente consegue.

      Abraços e obrigado pelo comentário.

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