O início da campanha eleitoral na TV e Rádio: dúvidas, desconfianças e incertezas. Ou não?

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Ontem (31), iniciou para valer a disputa eleitoral, com o início da campanha na Televisão e Rádio. No caso da Presidencial, será fundamental para se analisar o poder dessas mídias tradicionais, haja vista, que dois candidatos estarão sendo testados. Geraldo Alckmin (PSDB) terá cinco minutos e 32 segundos e 434 inserções durante toda a programação diária. Isso é mais do que o dobro da coligação que tinha como candidato o ex-presidente Lula (impugnado pelo TSE), o segundo colocado em tempo de TV e Rádio (dois minutos e 23 segundos, com direito a 189 inserções).

O líder nas pesquisas (sem a presença de Lula) é Jair Bolsonaro. O candidato do PSL terá oito segundos e 11 inserções, oito vezes menos do que o do ex-governador de São Paulo. E por que a comparação entre ambos? A eleição presidencial – apesar da turbidez – começa a emitir sinais e direcionamentos mais claros e até lógicos. O início da campanha eleitoral nas grandes mídias é esperado como nunca. Se a Televisão e Rádio, possuem toda essa força de influenciar o eleitorado, decidir eleições, a confirmação será – ou não – agora.

Se Alckmin com toda essa exposição iniciar um considerável crescimento nas próximas semanas, a tese da supremacia da TV e rádio será validada. Assim como, o não crescimento e até a queda de Jair Bolsonaro (justamente por ter só oito segundos de exposição nos referidos veículos, levando em consideração a estratégia dos tucanos de atacar o candidato do PSL).

Mas se Alckmin não crescer e Bolsonaro não cair, a força da televisão e rádio estará relativizada, o que poderá promover ainda mais as mídias sociais. As próximas duas semanas serão decisivas para algumas dúvidas: Lula conseguirá transferir a sua musculatura eleitoral suficientemente para colocar o seu indicado, Fernando Haddad, no segundo turno? Bolsonaro conseguirá resistir a força que Alckmin terá a partir de agora? O tucano conseguirá subir nas pesquisas após a sua excessiva exposição no horário eleitoral e nas inserções diárias? A TV e o Rádio terão a capacidade de deslocar Jair Bolsonaro e reeditar a polaridade entre PT e PSDB, que domina a disputa presidencial desde 1994? Se Lula tiver a capacidade de colocar Haddad no segundo turno, o petista irá disputar contra quem: Jair Bolsonaro ou Geraldo Alckmin?

As próximas semanas serão fundamentais para algumas respostas. Resta-nos aguardar e acompanhar os desdobramentos.

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