O Levante Alcolumbre

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Desde o início do ano, após as eleições que confirmaram concomitantemente a manutenção de Rodrigo Maia como presidente da Câmara dos Deputados, e tornou o até então recém chegado Davi Alcolumbre, o novo presidente do Senado, havia se definido um cenário: a supremacia de Maia no Congresso.

Chegou-se a tratar o presidente da Câmara como um primeiro ministro, como se nós estivéssemos em um regime parlamentarista, e isso ficou evidente na questão da reforma da Previdência, em que o parlamento sob liderança de Maia, assumiu o papel frente à renúncia do governo em fazer o seu ofício. Sendo assim, o protagonismo de Maia se impôs. E Alcolumbre? Parecia ter escolhido ficar na sombra do presidente da Câmara.

Essa submissão institucional parece ter chego ao fim, ou, pelo menos, diminuído. Davi resolveu agir, se tornar mais proativo, mais presente. Há claramente uma proximidade entre Alcolumbre e Bolsonaro, exposta no caso do encaminhamento dos projetos das reformas administrativa e econômica. Geralmente o processo inicia pela Câmara, mas desta vez começou pelo Senado, e sem o convite a Maia para participar da solenidade. 

Pelos corredores do Congresso fala-se dessa aproximação entre o senador Davi e o presidente Jair. Concomitante a isso um certo distanciamento entre o Palácio do Planalto e Rodrigo Maia, como efeito as críticas que o deputado fez ao governo, à pessoa do presidente e de seu filho, Eduardo.

Dentro do plano de articulação política – que até hoje não é bem feita pelo governo – percebeu-se que tornou-se mais fácil articular no Senado do que na Câmara. A própria instabilidade na relação do PSL, leva o governo a se aproximar mais dos senadores do que com os deputados.

Na outra ponta existe também a cobrança de alguns senadores, mais experientes para que Davi faça valer a força institucional do Senado. Pelo visto, a supremacia Maia está em risco com o levante Alcolumbre. A ver.

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