O Pará é o 2º pior Estado em eficiência gerencial do país

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No último dia 19, o jornal Folha de São Paulo divulgou o Ranking de Eficiência dos Estados – Folha (REE-F), que mostra quais governos estaduais conseguem oferecer à população mais educação, saúde, infraestrutura e segurança, com o menor volume de recursos financeiros, portanto, otimizando a gestão.

Segundo o citado ranking, o Pará é ineficiente em todos os aspectos analisados. Na escala de análise que vária de 0 a 1, o Pará ficou com 0,1; enquanto a média nacional chegou a 0,3. Analisando isoladamente, no caso da educação, os números do Pará ficam em 02; enquanto a média nacional é o dobro. Na saúde, o quadro paraense é pior, ficando com 0,1, enquanto a média brasileira chegou a 0,4; em segurança, o governo Jatene atinge 0,3, contra 0,6 da média nacional. No quesito infraestrutura foi o caso mais dramático. O Pará, ficou com 0,04, bem abaixo do que se registrou em média no território brasileiro que foi de 0,4.

O resultado desastroso conseguido pelo Pará é fruto de sucessivas gestões ruins, governado por uma dinastia tucana, que irá completar no fim do ano corrente duas décadas, com 16 anos ininterruptos de gestão. O quadro mostra que o governo do Estado possui recurso em caixa, porém não investe nas necessidades básicas da população, ao contrário de muitos estados, que mesmo com o orçamento menor do que o paraense, conseguem mostrar um nível de eficiência muito superior do quadro apresentado pelo Pará, que aparece na 25º posição, o penúltimo entre todos os entes federativos brasileiros. O nosso vizinho, o Maranhão, por exemplo, consegue ficar nove posições acima do Pará no referido ranking de eficiência, mesmo com o orçamento bem menor do que o nosso.

Isso explica, por exemplo, porque o estado do Pará é um dos últimos no volume de investimentos. De quebra ainda derruba o discurso governista de que o Pará é um dos poucos entes federativos que mantém o pagamento do funcionalismo em dia (o que é verdade), porém, isso é conseguido através da renuncia de investimentos e congelamentos de salários, tornando a vida de milhares de paraenses a cada dia pior, sobretudo, nas áreas citadas pelo relatório.

Ou seja, gasta-se pouco, bem abaixo da média nacional, para que isso gere um superávit, criando o discurso da austeridade, de uma gestão competente, que enfrenta crise econômica, mantendo em ordem a questão fiscal e orçamentária. O problema como já dito é o preço que se paga por isso no dia-a-dia, na busca por melhores serviços públicos. A população mais carente é a que mais sofre.

O governo Jatene além de diminuir o máximo que pode os investimentos para manter a máquina funcionando, mesmo assim, segundo o citado ranking, é altamente ineficiente no pouco que se propõe a fazer. Portanto, o próximo governador, terá uma missão complexa. Dentre elas, a de promover uma ampla reforma administrativa a uma máquina pública grande, inoperante e que promove pouco resultado prático ao cidadão. Aqui a máxima foi invertida: “se faz menos, com mais”.

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