O projeto Maia

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Recentemente este Blog abordou uma nova estratégia política montada pelo presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, em que o parlamentar já não aceitava ficar à sombra de Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados. Havia claramente uma disputa entre os dois. Alcolumbre hoje é muito mais próximo ao presidente Jair Bolsonaro do que Maia. A reforma da Previdência deu ao presidente da Câmara o protagonismo que buscava, mas ele – caso queira voos maiores – precisa ir além.

E isso inclui ações mais ao centro e à esquerda. E por que trato disto, neste artigo? Pelo fato de que, neste semana, a Câmara dos Deputados, via o seu presidente, apresentou uma considerável agenda social, assunto que Maia já vinha tratando e cobrando ações do Executivo. Desta vez, partiu dele, propor e provocar o debate sobre o preocupante cenário social do país, que vem só piorando. E isso tem método. A tal pauta tem como pontos principais: aumento do Bolsa Família, liberação de FGTS e abonos, saneamento básico e fornecimento de água.  

Em 2018, Maia ensaiou ser candidato a presidente da República e deixa claro que ainda quer ser; então vem trilhando um caminho de olho em 2022. Por isso, a necessidade do protagonismo político, e tornar-se um parlamentar de centro, que dialoga com todos os setores e ideologias, um grande conciliador. O país caminha para a polarização, com o possível “esmagamento” do centro, que vinha se fortalecendo. Com Lula na ativa e do outro lado o bolsonarismo, o cenário caminha o país para divisão de forças. Claro que essa dicotomia não agrada a todos, e ai que Maia tenta se colocar.

O ex-presidente Lula sabe disso, e já convidou o presidente da Câmara para uma conversa. Dizem que o PT ofereceria a ele o cargo de vice, em 2022. Rodrigo não deverá aceitar. Ele quer ser protagonista e ser uma opção “racional” a essa dicotomia. Quer votos dos que não querem o PT e nem Bolsonaro. E nessa disputa como fica o PSDB? Isso é assunto para o próximo artigo. 

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