O ressurgimento do DEM

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A vitória de Rodrigo Maia (DEM) na eleição da Câmara Federal já era esperada. E ela veio até mais fácil do que se poderia imaginar, com a definição ainda em primeiro turno. Maia em votação secreta, conforme manda o regimento da Casa, obteve 334 votos, o que o fará governar pela terceira vez a Câmara.

Já do outro lado, no Senado Federal, a disputa foi polêmica, em alguns momentos até vexatória, perdendo até para eleição de condomínio. Ao fim, com a desistência de Renan Calheiros, Davi Alcolumbre (DEM) foi eleito o presidente da Câmara Alta para o atual biênio (2019-2020).

Portanto, o Democratas governarão as duas Casas, monopolizando o Congresso Nacional. O partido que em um passado não tão distante teve que trocar de nome para sobreviver, deixando a sigla PFL, muito ligada às oligarquias, adotando algo mais “moderno” e usual, como o atual nome. O DEM sempre se manteve deslocado no período em que o PT e PSDB imprimiram uma bipolarização por décadas a política brasileira. Com o PSDB fragilizado depois da última eleição, o DEM parece ocupar o espaço político dos tucanos.

O ministro Chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, perdeu na Câmara, mas ganhou no Senado. O referido articulador político do governo não apoiou Maia (apesar de serem do mesmo partido), portanto, perdeu. Já no Senado, bancou Alcolumbre contra Renan, saindo vitorioso. Resta saber o que o senador de Alagoas estará arquitetando contra o Palácio do Planalto, ou as ameaças são apenas mais uma estratégia de valorizar o passe?

O vazio político provocado pela derrocada do PSDB, deve ser preenchido. A princípio estava certo que seria pelo PSL, partido de maior bancada na Câmara, além de ser o do presidente, mas parece que a referida legenda paga o preço por ser debutante. Então, o DEM se articulou e conseguiu ter o controle do Congresso Nacional. Os Democratas que estavam a caminho da pequenez política, ressurgem com nada mais nada menos com o controle do Congresso Nacional.

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