PSDB com Temer, até quando?

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Quando iniciou o processo de impeachment de Dilma, na Câmara Federal, autorizado pelo ex-presidente da casa, Eduardo Cunha, que o PSDB veio gradativamente se aproximando da cúpula do PMDB, visando a derrubada do projeto de poder do PT, após 13 anos de hegemonia. Os tucanos aos poucos, nos bastidores, começaram a negociar apoio em troca de espaços no governo interino que se formava.

Sem cerimônias e de forma rápida, Aécio e companhia ingressaram no novo governo, com controle de ministérios e forte influência nas decisões presidenciais. Desta forma, estava se costurando a possibilidade do PSDB se reforçar (ainda mais com a crise de seu maior adversário político: PT) para chegar mais forte na disputa presidencial de 2018. Ainda mais porque Temer deixa claro que não será candidato (até porque ele está inelegível por oito anos), o que abre espaço para o PSDB se lançar ao pleito com apoio do PMDB. Esse acordo esteve sempre na pauta entre as duas legendas e até se tornou público.

Como política é igual a nuvem, muda a todo momento, ainda mais no atual contexto brasileiro que vive uma crise política intermitente, esse acordo entre ambos e até a permanência do PSDB na base aliada do novo governo poderá ser reincidida muito antes do esperado. Primeiramente, porque em política, primeiro se manda recado (geralmente em entrevista via mídia) e depois ameaça mais incisivamente. Os recados tucanos já começaram a serem dados ao Palácio do Planalto.

PSDB sabe que o governo Temer tem baixa aceitação. Popularidade até inferior à que Dilma tinha e carregou por muito tempo. Sabem também que o viés “golpista” se fortalece, assim como o “Fora Temer” que se espalha pelo Brasil e até pelo mundo. O primeiro recado das ruas foi dado no último domingo (04) pelo país. O movimento pelas “Diretas Já” como ocorreu décadas passadas começa a tomar força. Se populariza rapidamente a ideia de novas eleições. Já escrevi por diversas vezes que sou favorável a um novo pleito. A crise política não irá cessar com o impeachment, pelo contrário, deverá se arrastar até 2018. Temer não reúne condições de governar.

PSDB analisa tudo isso e poderá (mais breve do que muitos poderiam pesar) deixar a base do governo Temer, ir para a oposição e se preparar para a disputa de 2018. Por enquanto, esperam como o governo estará até o fim do ano. Depois, se estiver ruim, muito mal avaliado, sem apoio da sociedade, os tucanos deixaram sem cerimônias a base do governo. Ou, aproveitarão essa fragilidade para aumentar espaços políticos governistas. Temer sabe de tudo isso. Por isso o desafio é fazer urgentemente a economia voltar a crescer. Sem isso, Temer não chegará presidente em 2018. E se chegar, estará isolado e menor politicamente do que quando assumiu em definitivo.

PSDB deixará o governo peemedebista, resta saber quando. Mais cedo ou mais tarde? O cenário político e as ruas irão dizer.

1 Comentário

  1. É como se você lesse minha mente! Você parece entender muito de aproximadamente isto,
    como você escreveu o ebook nele ou algo assim. Eu sinto que você pode simplesmente fazer com algumas
    p.c. para forçar a casa de mensagem um pouco , no entanto , em vez disso, que é o blog maravilhoso.
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