PSDB e a mídia já articulam derrubada de Temer

Compartilhe nas redes sociais.

A então esperada lista da Odebrecht finalmente tornou-se pública. Ela existe há meses, mas, logo que começou a se divulgar o seu conteúdo, o juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, decretou sigilo total de seu conteúdo. O referido magistrado há meses queria evitar o desgaste do atual governo? Evitar que alguns de seus “amigos” sofressem linchamento público e perdessem seus cargos?

A lista mostra que somos governados literalmente por uma quadrilha. Michel Temer, presidente da República, aparece citado 43 vezes. Como pode um país ser dirigido por alguém deste naipe? E assim também é a grande maioria do 1º escalão do governo. E isso é só a primeira delação de um total de 77 processos que a empreiteira Odebrecht acordou com a Justiça.

A Globo já massifica as críticas ao governo Temer. Seus telejornais despejam muitos minutos sobre o tema. A emissora carioca que tira e põe presidente, percebeu que Michel não terá a capacidade de mudar os rumos do Brasil e que a crise econômica não se atenuará. A Globo não desistiu do apoio ao governo federal por conta do país, pelos brasileiros. Percebe que Temer poderá ser um dos maiores “cabos-eleitorais” do retorno de Lula, em 2018. Por isso, precisam tirá-lo o quanto antes.

Conforme já mencionei diversos textos. Pela Constituição Federal, se Temer sair do cargo antes do último dia de 2016, teremos novas eleições. Se deixar o cargo a partir do segundo dia de 2017, teremos eleições indiretas. Nesta questão é que o PSDB se debruça. Seria a oportunidade de assumir o poder sem precisar das urnas, do povo. Caminho mais rápido, fácil (pela atual conjuntura).

Aécio Neves, José Serra e Geraldo Alckmin, todos se apresentam como presidenciáveis tucanos. A questão é o alto desgaste de suas respectivas imagens perante à sociedade. O atual governador de São Paulo até então aparecia imune, até seu nome ter sido associado diretamente ao recebimento de propina, caso escancarado em manchete pela Folha de São Paulo na última semana.

Então, a cadeira presidencial, caso Temer sai, cairia de presente no colo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. O seu nome, inclusive, já é cogitado fortemente em Brasília. Teria a função de fazer o que Temer se comprometeu e não consegue: um governo transitório, que estabilize o país e o prepare para novas eleições, em 2018.

Claramente, percebe-se que a cada dia Michel Temer perde apoio. Seu governo balança, demonstra fragilidade, sem base forte, parecendo “pisar em ovos”. O presidente mostra-se incapaz de gerenciar as crises econômica e política. Seu governo completou 100 dias. Já se vão praticamente 1/3 do ano e nada melhora. Os indicadores oficiais mostram estagnação e até piora em alguns setores. Os economistas mais otimistas afirmam que 2017 se a economia começar a mostrar sinais de recuperação, o crescimento não passará de 0,5%.

Todos que apoiaram o impeachment e que pensaram que o governo Temer seria a salvação para o país, parecem perceber que apostaram errado. Por isso, PSDB já cerca o governo, espera outros desdobramentos políticos e se articula nos bastidores. A mídia já começa a desembarcar do apoio ao Palácio do Planalto. Resta saber até quando Temer resistirá? Ou entregará (como já está fazendo) o seu governo a todos os aliados possíveis, só para se manter no poder e alimentar o seu ego. Afirmo novamente: o Brasil caminha para o abismo. A conta do impeachment está cara, muito além do que o país pode pagar.

Seja o primeiro a comentar

Deixe uma resposta