Temer, o presidente que não ousa sair na rua

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Michel Temer é, definitivamente, um presidente acuado. Desde que assumiu o comando do país, ele evita as ruas. Quando é inevitável o contato externo, seus assessores tentam, ao máximo, engessar a plateia para evitar qualquer reação contrária a ele. A ida de Temer à cidade de Chapecó, para homenagear as famílias das vítimas do trágico acidente que vitimou atletas e jornalistas, é mais uma prova disso. Ao invés de ir ao encontro das pessoas, no velório coletivo, que ocorrerá no estádio, Temer decidiu que são as famílias, extremamente abaladas com o episódio, que deverão ir até ele no aeroporto, para receber a “homenagem”. Esta posição do presidente, gerou a reação do pai de um dos jogadores da Chapecoense, que contrário à atitude de Temer, definiu como “falta de respeito” a imposição do presidente da República.

Osmar Machado, pai do zagueiro Filipe Machado, afirmou que não irá ao encontro de Temer. “Eu não vou, de jeito nenhum. Ele que tem que vir aqui. Você acha que eu vou deixar o meu filho aqui (no velório) e vou lá dar um abraço nele só porque ele é presidente? Eu acho até uma falta de respeito dele ficar lá. Eu acho que ele teria que vir aqui participar, ficar aqui”, disse. A cerimônia para entrega das medalhas ocorrerá na manhã deste sábado (3), no aeroporto de Chapecó (SC). A homenagem será prestada ao time de futebol e às 77 pessoas que estavam na aeronave, das quais 71 morreram. De acordo com o Planalto, a medalha é um reconhecimento do governo e do povo brasileiro pelos serviços prestados ao país pelas vítimas da tragédia. A entrega da Ordem do Mérito Desportivo ocorrerá durante a cerimônia de honras fúnebres, após o desembarque dos aviões da Força Aérea Brasileira, que trarão os corpos das vítimas da Colômbia para a cidade catarinense. A previsão é de que Temer não participe do velório coletivo, que ocorrerá na Arena Condá, o estádio da Chapecoense.

A atitude de Temer é completamente contrastante com a da ex-presidente Dilma Rousseff. Um exemplo disso é que Dilma chegou a cancelar uma viagem internacional para se solidarizar com as vítimas do incêndio da boate Kiss, em Santa Maria (RS).  Visivelmente comovida, Dilma cumprimentou familiares de algumas das vítimas e chorou ao consolar pais de jovens mortos na tragédia, ao visitar o Centro Municipal de Desportos, onde ocorria o velório das 232 vítimas. O caso ocorreu no início de 2013.

Fonte: Brasil 247.

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