VALE “derrete” no mercado financeiro

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O esperado aconteceu, as ações da mineradora Vale tiveram queda recorde nesta segunda-feira (28), quando se abriu o pregão em São Paulo, o primeiro após o desastre. Segundo a jornalista Tássia Kastner, da Folha de São Paulo, é a maior perda de valor de mercado em um único dia na Bolsa brasileira. O tombo anterior foi a perda de R$ 47,3 bilhões pela Petrobras, em maio do ano passado. Já a Vale perdeu R$ 72 bilhões.

Com a estrondosa queda, a mineradora que até a semana passada, era a terceira maior, atrás apenas de Petrobras e Itaú, mas agora perde também para Bradesco e Ambev, sendo atualmente a quinta maior. A queda foi de 24% no valor das ações da empresa, o que fez “evaporar” 72 bilhões de seu valor de mercado. Apenas na data de ontem (28), o valor de mercado da companhia passou de 296,72 bilhões de reais para 225,3 bilhões de reais. 

Na última sexta-feira (25), dia da tragédia, a Bolsa de Valores de Nova Iorque registou queda de 10% da ações da mineradora. Prosseguiu nesta segunda-feira com queda de 16,40%, o que continua gerando grande preocupação aos acionistas.

Há outra preocupação do mercado: o caixa da empresa. A Justiça já bloqueou R$ 11 bilhões da companhia, cerca de 40% da disponibilidade comunicada no último balanço. A empresa busca financiamento adicional com bancos para garantir estabilidade.

Apesar da queda da Vale, analistas recomendaram em relatórios cautela com os papéis dado o ambiente de incertezas para as ações da mineradora em razão dos potenciais desdobramentos do rompimento, mas vislumbravam efeito financeiro limitado. Segundo a CoinValores, em seu relatório, afirmou que em termos operacionais, o impacto é pequeno, tendo em vista que a produção no local corresponde a menos de 2% da produção total da Vale e que a capacidade ociosa em outras minas permite o remanejamento da operação.

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