Zequinha Marinho quebra uma escrita histórica na disputa pelo Senado Federal

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Em diversos posts publicados, este blog colocou em xeque o futuro político do vice-governador, agora eleito Senador, Zequinha Marinho. Em julho, o texto intitulado: “Na disputa pelo Senado, Zequinha Marinho poderá sobrar” analisou – naquele momento e com as circunstâncias políticas da época – que o vice-governador poderia sobrar na disputa pela Câmara Alta.

Marinho não aceitou os acordos e decisões do governador Simão Jatene para que renunciasse ao cargo ou assumisse o governo até o fim do ano, derrubando assim, a estratégia tucana; além de forçar Jatene a ficar no cargo, o fazendo abdicar a candidatura ao Senado, o que seria à época o objetivo de Simão. Com isso, o líder do PSC cortou relações com o clã tucano, e se aliou aos Barbalho. As primeiras tratativas davam conta que Jader poderia não disputar à reeleição, com objetivo de abrir mais uma vaga na coligação, favorecendo assim, o seu filho na disputa pelo governo do Pará.

Mas Jader desistiu da ideia de concorrer a uma das 17 cadeiras a que o Pará tem direito na Câmara Federal e manteve a sua pretensão de disputar uma das duas vagas ao Senado. Na coligação, teve como aliado Zequinha Marinho. Nas disputas eleitorais ao Senado no Pará, nunca havia ocorrido de duas candidaturas da mesma coligação serem eleitas. Geralmente, o eleitor – quando a disputa é por duas vagas, ocasião que o Senado tem 2/3 de renovação de suas cadeiras – vota em candidaturas de coligações diferentes.

Em diversas atualizações do processo de apuração dos votos, Zequinha marinho esteve à frente do candidato do MDB. Menos de 10 mil votos separaram Jader (com 1 milhão 383 mil votos, 19,47% do total dos votos válidos) de Zequinha (1 milhão 374 mil, 19,62%). Portanto, o líder do PSC não foi à reboque do emedebista como se poderia pensar, pelo contrário, disputou acirradamente os votos com o já senador.

A eleição de Zequinha Marinho ao Senado foi uma vitória pessoal sobre Simão Jatene; além de ter tirado a possibilidade de ter um tucano paraense no Senado. As previsões em relação ao atual vice-governador foram derrubadas. A festa no clã dos Marinho só não foi completa, porque, Júlia, sua esposa, não se reelegeu para a Câmara dos Deputados. Dormiu reeleita e acordou fora do parlamento federal. Coisas da política.

1 Comentário

  1. A vitória de Marinho (contra todos os prognósticos, diga-se de passagem) é um indicativo claro da força que as igrejas evangélicas têm na política, principalmente a Assembleia de Deus, denominação da qual Marinho faz parte. Outro exemplo disso foi a vitória de Vavá Marins, segundo deputado mais votado para a Câmara Federal, ligado à Igreja Universal.

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