Quem será o ordenador de quase R$ 100 milhões?

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Os bastidores políticos em Parauapebas estão agitados por conta da montagem do “novo” governo e pela eleição da Presidência da Câmara de Vereadores. Quem irá presidir o parlamento municipal para o próximo biênio (2021-2022), ordenando um orçamento somado que poderá chegar a quase R$ 100 milhões.

Com a previsão que o orçamento do próximo ano do Poder Executivo chegue a quase R$ 1,9 bilhão, a Câmara de Vereadores que recebe a cada ano 6% (seis por cento) desse montante, por conta da Emenda Constitucional nº 58, de 2009, poderá chegar a R$ 46 milhões, em 2021. No ano que se encerra, a Casa de Leis recebeu pouco mais de R$ 42 milhões (tendo como base R$ 1,6 bilhão do Executivo).

Pelo visto, o atual presidente da Casa, Luiz Castilho (Pros) não deverá devolver nenhum recurso do orçamento recebido pelo parlamento ao Executivo…

Disputa Política

Recentemente, o vereador Ivanaldo Braz (PDT) concedeu entrevista ao Blog, e dentro da pauta estava a indagação sobre a sua pretensão em voltar a presidir o parlamento municipal. O citado afirmou que é sua vontade sim, mas que só disputaria a Presidência da Casa se o seu nome fosse consenso entre seus pares, ou seja, que uma única chapa fosse formada. A seu favor está uma gestão bem avaliada que realizou (2015-2016) à frente do parlamento municipal. Braz ficou marcado por ter devolvido uma “sobra” (cinco milhões de reais – divididos em R$ 4,2 milhões no primeiro ano e R$ 800 mil no segundo ano) do orçamento da Câmara à Prefeitura, em 2016, seu último ano como presidente.

O parlamentar em questão foi mais votado na última eleição, sendo, portanto, o favorito para presidir a Casa de Leis. A questão está na composição da Mesa Diretora; é sobre essa questão que os acordos são feitos para que os votos sejam direcionados a um parlamentar. Se o nome de Ivanaldo é consenso entre seus pares, quem seria o vice-presidente? Quem assumiria a Primeira-Secretaria?

Informações que chegam ao Blog afirmam que está praticamente fechado o acordo entre os vereadores Braz e Castilho para que ambos assumam a Presidência da Casa na próxima legislatura (2021-2024); com o primeiro assumindo agora; o segundo retornando para os últimos dois anos. As alterações ficariam a cargo do rodízio entre os parlamentares para a composição da Mesa Diretora daquele parlamento nos dois biênios seguintes.

De certo é que, no primeiro dia do novo ano, os parauapebenses irão conhecer quem irá ser o novo presidente da Câmara Municipal de Parauapebas, com o poder de ordenar quase R$ 100 milhões. Tudo indica que a cerimônia será protocolar, apenas para oficializar o que já se sabe.

Outro ponto é a questão do novo parlamento formado em relação a montagem do governo municipal. Os vereadores que se reelegeram manterão os seus espaços na “nova” gestão? Irão ampliar, trocar? E os “novatos”, quais espaços estão buscando?

O Blog voltará a questão…

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