Renúncia de Tião Miranda interfere diretamente na disputa política em Parauapebas

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O ano de 2016 foi muito conturbado em diversos aspectos, no político então, nem se fala. Como o espantoso ano ainda não acabou, segue o seu rito de surpresas. Hoje (30), o prefeito eleito de Marabá, Tião Miranda (PTB), entregou a já esperada carta de renúncia do cargo de mandatário municipal que assumiria no domingo, no primeiro dia do ano e teria a validade até dezembro de 2020.

Pois bem, todo esse processo político natural foi interrompido. Miranda não assumirá o Paço Municipal do referido município e voltará ao seu mandato de deputado estadual. Seu vice na chapa, Toni Costa (Rede) assumirá o cargo. Essa mudança de papeis políticos vai muito além, obviamente, dos limites territoriais marabaenses. Impacta diretamente nas relações políticas da região de Carajás e até nas eleições estaduais de 2018.

Se Tião Miranda assumisse no domingo a prefeitura de Marabá, em seu lugar na Alepa, estaria assumindo o seu suplente, Gesmar Rosa, que em 2014, obteve pouco mais de 32 mil votos. Rosa já tinha montado o seu gabinete e escalado sua equipe. Parauapebas depois de alguns anos, voltaria a ter assento no parlamento estadual.

A estada de Gesmar na Alepa pelos próximos dois anos seria fundamental para a política da “capital do minério”. Com o mandato, força política, emendas, Rosa, se credenciaria dentro do grupo PSDB-PSD para ser candidato ao Palácio do Morro dos Ventos, em 2020, ou pelo menos, ser o favorito. Agora, tudo volta aos patamares iniciais, sem um nome mais destacado no grupo de oposição ao prefeito eleito Darci Lermen.

Parauapebas volta a não ter por mais uma legislatura representação política no parlamento estadual. E quando tinha, pouco ou quase nada se concretizava em obras e ações pela “capital do minério”.

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