Robespierre foi mais honrado que Temer

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Maximilien de Robespierre nasceu em 6 de maio de 1758, em Arras. Filho de uma família da pequena burguesia, Maximilien Robespierre perdeu sua mãe cedo e foi depois abandonado pelo pai. Viajou a Paris com uma bolsa de estudos e, em 1781, graduou-se em direito. Exerceu a profissão de advogado em sua cidade natal, Arrás, com sucesso.

Em abril de 1789 Robespierre tornou-se deputado pelo Terceiro estado da região de Artois. Revelou-se um grande orador. Em abril de 1790, tornou-se membro do Clube dos Jacobinos, a ala mais radical dos revolucionários. A partir daí, adquiriu notoriedade e sua vida passou a estar intimamente associada aos acontecimentos da Revolução Francesa.

Em 1791 Robespierre foi um dos principais líderes da insurreição popular do Campo de Marte. Sua fama de defensor do povo lhe valeu o apelido de “Incorruptível”. Combateu então a facção dos girondinos, menos radicais.

Robespierre foi um dos que pediram a condenação do rei Luís XVI, guilhotinado em 21 de janeiro de 1793. Em julho do mesmo ano, Robespierre criou um Comitê de Salvação Pública para perseguir os inimigos da revolução. Foi instaurado o regime do “Grande Terror” – o auge da ditadura de Robespierre.

Em 1794, Robespierre mandou executar Danton, o revolucionário que propunha um rumo mais moderado para a revolução. Neste mesmo ano, tornou-se Presidente da Convenção Nacional. No dia 27 de julho, numa sessão tumultuada, Robespierre foi ferido e teve que sair da sala às pressas. Foi detido imediatamente por seus inimigos e, um dia depois, guilhotinado.

As passagens acima relatam um período histórico importante e que pode ser relacionado (guardadas as devidas proporções com o cenário atual da política brasileira). O presidente Michel Temer não pode ser considerado Robespierre, um dos líderes da Revolução Francesa. O francês apesar de ter cometido muitas atrocidades durante o período histórico relatado, na hora que chegou a sua vez de colocar a cabeça na guilhotina, não reclamou, não questionou os métodos que sempre empregou, ao contrário de Temer que traiu, conspirou, golpeou a democracia e agora se estrebucha para largar o poder que conquistou de uma forma tão sórdida.

O presidente afirmou várias vezes que não irá renunciar. Tentará ficar no cargo, mesmo sem as mínimas condições políticas. Grande parte da imprensa já o abandonou. Sabe que o seu governo não terá condições de promover as reformas. Não há base parlamentar sólida para isso, e muitos deputados e senadores estudam deixar o governo, caso mais denúncias cheguem e tragam novas revelações e ilicitudes cometidas pelo mandatário da nação.

Assim como Temer, Robespierre jogou sujo, traiu seus aliados e perseguiu seus opositores. Mas, diferente do peemedebista, o líder francês ao ser pego soube reconhecer e se deixar sentenciar pelos mesmos métodos e processos que condenava seus desafetos. Portanto, atitude coerente. Nem isso Michel Temer possui. Esperneia, se faz de vítima, afirma que sofre perseguição e condena ações que ele mesmo realizou ou apoiou quando era vice-presidente. Qual será o seu papel na história? Ou nem isso terá?

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