Quanto vai custar a digitalização dos documentos da Habitação? A pergunta deveria ter uma resposta simples. No Diário Oficial de Parauapebas, ela tem duas.
A Secretaria Municipal de Habitação (Sehab) publicou, na edição desta terça-feira (29), o extrato de uma dispensa de licitação para digitalizar documentos físicos da pasta. No campo destinado ao valor total, o documento informa R$ 50.400,00. Logo ao lado, por extenso, registra “sessenta mil, oitocentos e cinquenta e dois reais” — ou R$ 60.852,00. A diferença é de R$ 10.452,00.
A empresa indicada no extrato é a C Pacheco Coutinho Ltda. O serviço, com vigência prevista de 30 dias, inclui preparação dos documentos, escaneamento, conferência das imagens, indexação e organização dos arquivos digitais da Sehab.
Pode ser um erro de publicação? Pode. Mas, quando o assunto é dinheiro público, não cabe ao cidadão adivinhar qual dos dois números está certo. Cabe à Prefeitura esclarecer o valor efetivamente aprovado e corrigir o documento oficial.
A Sehab também deveria informar quantos documentos serão digitalizados, como foi calculado o preço e quais critérios serão usados para conferir a entrega do serviço. Digitalizar arquivos pode melhorar o atendimento e preservar informações importantes. Para que a contratação cumpra esse objetivo, o primeiro passo é dar transparência ao que será feito — e ao que será pago.
O extrato está na página 9 da edição nº 1443 do Diário Oficial de Parauapebas. A divergência entre os valores, isoladamente, não prova irregularidade na contratação; exige, porém, uma explicação pública da Sehab.
Com informações – DO PMP (edição 29/09/26)
Imagem: produção por IA




