Governo Bolsonaro sem articulação política na Câmara; Rodrigo Maia assume. Em jogo a reforma da Previdência

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Major Vitor Hugo (PSL-GO) é o líder do governo do presidente Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados. Assume pela primeira vez um mandato como deputado federal. Vitor Hugo disputou sua primeira eleição em 2018, e embora estreante, o major da reserva já conhece um pouco a rotina da Câmara, pois trabalhou entre 2015 a 2018 como consultor legislativo.

Há menos de um mês no cargo, Hugo já desperta desconfianças dentro e fora de seu partido, por ser o líder de governo, uma das funções responsáveis por estreitar o diálogo entre o Palácio do Planalto e o Congresso. Aí está o problema. Hugo, claramente não consegue desempenhar a função. O risco foi medido e a decisão tomada. Elerger para ser o líder de governo, um deputado debutante é arriscado. Segundo o cientista político Roberto Romano: “É um erro frequentemente cometido por governantes e partidos com inclinação autoritária”.

Diversos deputados do PSL já demonstram claramente a insatisfação e desconfiança com a liderança de Hugo. Em jogo está a reforma da Previdência, além da própria governabilidade do governo na Câmara. O próprio PSL é um bloco grande (a segunda maior bancada da Câmara), mas não tem unidade. Formou-se sendo um partido de aluguel, criado para acomodar os bolsonaristas. A ampla maioria dos eleitos não tem experiência política, elegeu-se pela primeira vez, aproveitando, surfaram na “onda” Bolsonaro. Por isso, neste caso, quantidade não é qualidade, e isso, por exemplo, coloca em xeque a governabilidade do governo. PSL parece que dará mais problemas ao Palácio do Planalto, do que apoio. Aguardem.

Acompanhando o processo está o presidente da Casa, Rodrigo Maia, que parece assumir – pelo menos nos bastidores – o papel de ser o articulador do governo no parlamento que o próprio preside; especialmente no que diz respeito à condução da reforma da Previdência. E o apoio de Maia, custara o que ou quanto ao governo? Em política não existe almoço de graça. Ele é a única solução enquanto o PSL aprende a fazer política.

1 COMENTÁRIO

  1. […] Indisfarçavelmente, o governo transparece a sua incapacidade gerencial e de articulação política. Aliás, como dito pelo blog, cristalizado em um artigo recente: “Governo Bolsonaro sem articulação política na Câmara; Rodrigo Maia assume. Em jogo a reforma da Previdência”, pode-se confirmar o que foi analisado. (Leia Aqui). […]

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