Sem renúncia, TSE decidirá o futuro de Temer

0
0

Pelo visto, o presidente Michel Temer resistirá a qualquer ação para a sua saída do cargo. Mesmo as graves denúncias comprovadas contra o referido, a crise política, o esfacelamento da base governista no Congresso, a economia estagnada, a cristalização de crimes de responsabilidade, incluindo dezenas de pedidos de impeachment, a renúncia parece ser algo improvável.

Claramente Temer ganha tempo. Tenta acalmar os ânimos, “baixar a poeira”, governar sem a “governabilidade”, se mantendo no cargo. Enquanto aliados e oposicionistas começam a planejar cenários pós governo Temer, levando em consideração a sua cassação pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), haja vista, que não se conseguiu desvincular as contas da campanha e as provas são bem contundentes contra a chapa vencedora da última eleição presidencial.

Uma das alternativas que segmentos da base aliada consideram como uma saída honrosa para Michel Temer é a cassação pelo TSE e a decisão do presidente de não recorrer. Por enquanto, o governo não considera essa hipótese. O Planalto trabalha com a possibilidade de um dos ministros pedir vistas do processo, o que ajudaria a arrastar a decisão e dar tempo de uma reação ao governo. No entanto, aliados avaliam que isso pode ser mais um sinal ruim para o governo, uma demonstração de fraqueza, o que só adiaria e manteria nos mesmos patamares a intermitente crise política.

A sessão no TSE que deve começar a definir o futuro do presidente está marcada para o dia 6 de junho. Até lá, os principais partidos da base aliada – PSDB e DEM – decidiram recolher as armas e suavizar os movimentos que miram uma sucessão de Temer, mas isso não significa que tenham mudado de ideia. Todos estão à espreita, aguardando novos desdobramentos e a decisão do tribunal. Até lá Michel Temer continua. Ele não renunciará.

Deixe uma resposta