Seminário Amazônia: territórios e significados em disputa

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O contexto atual torna urgente e ainda mais importante reunir movimentos sociais, pesquisadores e organizações que fazem a luta social em defesa dos direitos socioterritoriais na Amazônia brasileira e Pan Amazônia.

São muitas as mudanças que impactarão, ainda mais a região e as lutas sociais: a mudança de governo e suas consequências para a democracia, para os direitos e para a região; a criminalização dos movimentos sociais; os múltiplos efeitos do fim (?) do ciclo de commodities; o novo ciclo de investimentos em infraestrutura; a arregimentação de forças políticas para revisão e flexibilização de marcos legais de proteção aos direitos ambientais e socioambientais; entre outros processos em curso.

É hora, também, de trocarmos nossas reflexões e interpretações sobre mais de uma década (de uma história ainda mais longa) de grandes projetos na região, explorando e articulando reflexões em torno de temas como:

i) as estratégias e os atores que construíram a viabilidade política, econômica, financeira, legal e federativa dos grandes projetos;

ii) seus múltiplos impactos sócio territoriais;

iii) seus efeitos nas trajetórias de resistência e luta social por direitos.

Por isto, nós do Inesc em parceria com a Fase Amazônia convidamos você para o Seminário Amazônia: territórios e significados em disputa que será realizado em Belém nos dias 9 e 10 de fevereiro de 2017.

PROGRAMAÇÃO:

09 de fevereiro – Manhã:

Mesa de abertura e debate: Amazônia no século XXI: geopolítica, democracia e grandes corporações.

Carlos Walter Porto Gonçalves – UFF

Edna Castro – UFPA

Alfredo Wagner – UFMA

Debate em plenária

Tarde: Articulações e conflitos de interesses públicos e privados na viabilização das grandes obras:

– Grandes projetos: espoliação e assimetrias de poder.

Sônia Magalhães – UFPA

– Relação Estado-Capital e o papel do financiamento

Luiz Fernando Novoa – UFRO

– Estratégias empresariais de fragmentação e cooptação das resistências

Antônia Melo – Movimento Xingu Vivo

– Captura dos poderes locais pelas corporações

Charles Trocate – Movimento pela Soberania Popular na Mineração – MAM

Noite:

Noite Cultural

10 de fevereiro – Manhã:

– Estratégias e desafios das Resistências: diálogos, controvérsias e convergências

– Provocação inicial e mediação: Alessandra Cardoso e Guilherme Carvalho

– Dinâmica: Rodada de Diálogo, com testemunhos de resistências dos diversos territórios.

Tarde:

– Grupos de Trabalho

Encerramento – alinhamento de convergências.

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