Supremacia Mdebista no Pará

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No último artigo de opinião postado aqui, tratei do início da movimentação do ex-deputado estadual Márcio Miranda (DEM), afim de viabilizar politicamente a sua candidatura ao Governo do Pará, em 2022. Conforme dito na referida publicação, a situação da oposição (análise anterior não incluiu, por exemplo, Everaldo Eguchi, que ficou em segundo lugar na disputa pela Prefeitura de Belém) não será nada fácil.

Inegavelmente, o governador Helder Barbalho (MDB) é o franco favorito a continuar sendo o mandatário da política paraense. Só deixará de ser, se ocorrer algum fato ou ação fora do âmbito político, e isso não pode ser obviamente descartado; mas em condições normais, o herdeiro político de Jader, deverá continuar no Palácio do Governo.

O Blog já tratou em outros artigos sobre a questão do fortalecimento do Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Abordou, por exemplo, as mudanças internas (Jader Filho, irmão de Helder, assumiu em setembro de 2019 a Presidência estadual da legenda). À época, o Blog tratou da questão com as seguintes provocações: ao assumir a direção estadual do MDB paraense, Jader Filho deixa claro que poderá ser candidato em um futuro bem próximo? Se resumiria a cuidar do MDB dentro do território paraense? Ou estaria assumindo o partido no âmbito estadual, para que, como já analisado recentemente por este Blog, para possibilitar ao irmão mais novo, voos maiores, para além do Pará. Como dito, Helder está em disputa pela direção nacional do MDB. A ver…

Consolidado os números das eleições municipais no Pará, o Movimento Democrático Brasileiro cresceu mais ainda. O processo eleitoral que se encerrou recentemente colocou nas mãos do partido um arsenal de representatividade que faz crer na condição de favoritíssimo para 2022. No geral foram eleitos 58 prefeitos municipais, de um total de 144 municípios, isso sem contar os eleitos da base do governo que eleva o quantitativo para 130. No total dos eleitos aos parlamentos municipais, o MDB terá 20%, isso sem contar com os partidos aliados.

Na Assembleia Legislativa (Alepa), o partido continuará a manter o comando da Casa, pois a renúncia de Daniel Santos ao mandato para assumir a Prefeitura de Ananindeua (o segundo maior colégio eleitoral paraense; na prática não mudará nada ao MDB, pois quem deverá assumir o controle daquele parlamento será Francisco Melo, o “Chicão”.

No campo das legendas aliadas, o reforço é ainda maior em relação aos Barbalho, pois o PSD e PL, foram o segundo e terceiro partidos que mais elegeram prefeitos, sem falar que o último é comandado pelo atual vice-governador Lúcio Vale.

E a Esquerda? Ao fim de 2010, ano que o Partido dos Trabalhadores (PT) deixava o Governo do Estado, após a derrota nas urnas para o PSDB, de Simão Jatene, que, naquele momento, retornava pela segunda vez ao comando do Executivo paraense. Ficou claro pela experiência – para muitos – desastrosa no comando do Estado, que o PT ficaria muito tempo afastado de qualquer possibilidade de retorno ao comando do Executivo paraense; já para outros, nunca mais retornaria. De certo mesmo, a cada eleição, o PT diminui a sua musculatura eleitoral.

Sendo assim, tudo caminha para que Helder Barbalho tenha uma reeleição tranquila. O trator chamado MDB continua operando fortemente. As eleições municipais confirmaram essa supremacia.

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