Temer se livra da primeira denúncia. Janot já prepara a segunda. Enquanto isso o Brasil segue sem rumo

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Foram 263 votos “sim” e 227 “não”, com abstenções e ausências que somaram 21 votos. Esse foi o placar do processo de votação do processo de prosseguimento da denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB) por prática de corrupção passiva, a ser enviado para o Supremo Tribunal Federal (STF). Desta forma o processo será arquivado pela Câmara dos Deputados.

Todo o “empenho” realizado pelo Palácio do Planalto junto aos deputados da base governista e outros na órbita do Executivo deu certo. A vitória foi com folga, sem susto. Temer agora irá respirar, ganhará fôlego para se manter no cargo, mesmo com desaprovação popular (93% dos brasileiros entrevistados, rejeitam o atual governo) recorde e mantendo a sustentação política de seu governo através de favores, liberação de emendas e cargos. Sem esse fisiologismo, Temer já teria caído.

O Procurador Geral da República (PGR), Rodrigo Janot, já prepara mais uma denúncia contra o presidente, a segunda, e pelo que se diz em Brasília, a próxima será mais cabal do que a rejeitada hoje. O Palácio do planalto já se prepara para o segundo “round”. Dependendo do nível de acusação e do conteúdo da denúncia, Temer terá mais dificuldade para se manter no cargo. As ferramentas e estratégias usadas na denúncia rejeitada ontem (02), poderão não serem suficientes para manter votos.

A tendência de queda na popularidade é real. Temer poderá – em breve – chegar a quase zero. Apesar das lamentáveis distorções que a Câmara dos Deputados promove, o termômetro popular é levado em consideração e poderá futuramente mudar apoios e votos no parlamento.

Temer se segura, balança, enverga o seu governo para salvar a própria pele, enquanto isso o país continua em compasso de espera, sem a tão esperada recuperação econômica, retomada dos investimentos, diminuição do desemprego.

A quebra do regime democrático continua custando muito ao país, sobretudo aos menos abastados. Tudo isso com as panelas guardadas e as ruas vazias.

 

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