Temer tornou-se o melhor cabo eleitoral do PT

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O futuro político do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda é incerto. A definição do caso da sentença condenatória do juiz Sérgio Moro será julgada em 2º instância, neste caso, pela turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), situado em Porto Alegre, Rio Grande do Sul.

Caso Lula seja condenado, confirmando a decisão de 1º instância, um nome petista deverá vir à tona, neste caso, o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, é o mais cotado. Inclusive o referido já deverá acompanhar Lula nas viagens por diversos estados brasileiros, para a implantação do “plano B” do PT, caso Lula seja impedido.

Pelo lado da oposição, o PSDB parece pagar alto preço político pelas opções que o partido tomou. A decisão de ser manter na base do governo impopular de Temer (mesmo com o racha com a divisão interna) inegavelmente a popularidade dos tucanos despencaram junto à opinião pública, fato confirmado pelas pesquisas sobre a sucessão presidencial.

Nas entrevistas dos mais variados institutos de pesquisa, os nomes tucanos não atingem a casa dos dois dígitos. Aécio Neves está morto politicamente. Geraldo Alckmin, a exemplo de 2006, quando concorreu ao Palácio do Planalto e perdeu para Lula, que disputava, na ocasião, a reeleição, continua sem emplacar nacionalmente (mesmo governando o mais importante estado da federação brasileira). A saída tucana seria o prefeito de São Paulo, João Dória, que goza de boa aceitação e não carrega – ainda – desgaste político, pois, o próprio, como grande estratégia, se nega a ser político. Se apresenta como gestor.

A questão é que Dória vem fazendo uma gestão muito criticada na capital paulista. Recebe sucessivas cobranças até de seus pares tucanos. A esperança do PSDB seria que o referido empresário chegasse próximo ao período das prévias tucanas com excelente avaliação de seu mandato, o que dificilmente ocorrerá. Na pior das hipóteses, sem escolha ou favoritismo, o PSDB apresentará Alckmin.

Em relação ao presente, ao governo de Michel Temer, o peemedebista está sendo o maior cabo eleitoral de Lula ou de quem o ex-presidente aponte como seu sucessor. Na política se leva em consideração a comparação entre o antes e depois. Isso se materializa no processo que antecede e se concretiza na eleição. Cresce no senso comum nacional que na época de Lula o país era muito melhor. Se desenvolvia em todos os setores, especialmente entre os mais pobres. Ou seja, a oportunidade – caso seja permitido pela Justiça – de Lula retornar ao Palácio do Planalto é grande e confirmada em todas as pesquisas realizadas que o colocam em ampla vantagem, inclusive, em algumas, com vitória em 1º turno.

Temer ainda mantém apoio político dos setores mais conservadores da sociedade brasileira, além da grande mídia, porque direciona o seu governo em prol dos interesses desses referidos setores, o que funciona na prática com as reformas e medidas de contingenciamento em áreas sociais. Por isso, o governo Temer é um risco que a elite corre (a volta do PT ao poder, em 2018), mas necessário para inverter a lógica do Estado brasileiro durante os 14 anos de governos petista. Por isso, há dentro do PT uma corrente que defende a manutenção de Temer, na lógica do quanto pior, melhor. Enquanto isso, ruas continuam vazias e panelas guardadas.

2 COMENTÁRIOS

  1. Eu gostaria que você escrevesse sobre a Venezuela. Talvez dizendo que lá é um Paraíso e tudo o que passa na TV é invenção da mídia capitalista.

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