O Banco Central dos Estados Unidos mantém juros e desafia a pressão política do presidente americano, Donald Trump. Jerome Powell, chair do Federal Reserve, sai fortalecido ao explicitar os ataques que vêm da Casa Branca e romper com a neutralidade política, fazendo uma defesa direta da credibilidade e da independência do Fed.
Powell fica até maio e, depois disso, ninguém sabe qual será a força institucional do Banco Central para resistir ao aperto de Trump. No Brasil, os juros devem ser mantidos em 15% ao ano, com expectativa de sinalização de cortes a partir de março.
Conhecemos bem a pressão política pelo corte da taxa, que tudo indica estará de volta em ano eleitoral. Porém, agora, o aperto é outro, tão danoso ou até mais, sobre a atuação do BC como supervisor do sistema financeiro. O Banco Central terá de ser duro na fiscalização e forte na resistência aos ataques ao seu dever de proteger o sistema bancário, eixo da economia do país.
Por Thais Herédia
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