As tragédias e a lição de humanidade

A imagem que acompanha esse artigo de opinião é de, como se diz popularmente “cortar o coração”. Um pai em meio aos escombros segurando a mão de sua filha morta, a espera do resgate. Não há quem se mantenha indiferente à cena. Até o momento de publicação deste texto, 7300 pessoas já haviam perdido a vida na Turquia e na Síria, os dois países dos dois epicentros de dois terremotos. Senão bastasse a desgraça imposta aos sírios por conta de uma guerra civil que parece ser interminável.

A tragédia maior em termos de perda de vidas se deu na Turquia, país que se divide em dois continentes: europeu e asiático. O primeiro terremoto, originado perto da cidade de Gaziantep, teve 7,8 de magnitude e ocorreu às 4h17 de segunda no horário local (22h17 de domingo, no horário de Brasília), enquanto muitas pessoas dormiam. Um segundo terremoto, de 7,5 de magnitude, foi registrado perto da cidade de Kahramanmaras (no sudoeste da Turquia, perto da fronteira com a Síria) às 13h30 de segunda em horário local (7h30 no horário de Brasília). As autoridades disseram “não ser um tremor secundário”.

A falha geológica onde ocorreu o tremor esteve relativamente calma nos últimos tempos. A região não sofria um terremoto de magnitude superior a 7 há mais de 200 anos. Provavelmente por esse motivo, as cidades atingidas não estivessem preparadas para um fenômeno do tipo.

Por outro lado, as tragédias vividas pelos dois países, criou uma onda internacional de solidariedade, em que, até o momento, 52 países enviaram ajuda e outros se mobilizam. O que mostra que o exercício de humanidade ainda existe.

A tragédia, infelizmente, era algo esperado quando se leva em consideração a posição geográfica. Mais um exercício forçado de nossa humanidade colocado à prova.

Foto: Adem Altan/ AFP.

Henrique Branco

Formado em Geografia, com diversas pós-graduações. Cursando Jornalismo.

#veja mais

Governo Federal vai prorrogar programa Desenrola

O governo vai prorrogar o Desenrola, programa de renegociação de dívidas que terminaria no dia 31 de dezembro. Segundo o secretário de Reformas Econômicas do

Um ano de governo. O perigoso mote de campanha: “reconstrução”. O prefeito que joga contra à própria gestão. O que esperar no próximo ano?

Em poucos dias, Aurélio Ramos de Oliveira Neto, 41 anos, encerrará o seu primeiro ano no cargo de prefeito de Parauapebas. Um feito, sem dúvida,

Mesmo com empréstimo de R$ 500 milhões, Ananindeua vive crise de infraestrutura

A cidade de Ananindeua está afundada em problemas de infraestrutura, mesmo após um empréstimo de R$ 500 milhões. As ruas esburacadas, alagamentos frequentes e serviços

A fome flagrante

É como muita tristeza que se acompanha o que está acontecendo no Brasil. A fome voltou à realidade brasileira com toda a força, infelizmente. Ela

Érica Ribeiro é a nova Presidente da Federação PSDB-Cidadania em Parauapebas

Com o aval dos Comitês Gestores Nacional e Estadual da Federação PSDB-Cidadania, foi emitido pelo Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA) e Justiça Eleitoral, a

A Vale em “céu de brigadeiro”

No fim do mês de março de 2017, o mercado financeiro foi comunicado que a Vale havia definido o seu novo diretor-presidente, em substituição a