Congresso aprova com atraso o Orçamento de 2025

O Congresso Nacional aprovou, nesta quinta-feira (20), a Lei Orçamentária Anual de 2024, que será enviada à sanção presidencial. O texto, relatado por Angelo Coronel (PSD-BA), foi votado com quase três meses de atraso: regimentalmente, o debate deveria ter acontecido em novembro de 2024. Os bloqueios de emendas em meio às disputas com o Supremo Tribunal Federal (STF) e a eleição das novas Mesas Diretoras resultaram no adiamento da discussão.

A peça orçamentária prevê um superávit de R$ 15 bilhões, acima dos R$ 3,7 bilhões estimados inicialmente. O aumento decorre do pacote fiscal aprovado no ano passado, que elevou a arrecadação em R$ 22,5 bilhões. Há, porém, um débito adicional de R$ 44,1 bilhões em precatórios.

O orçamento total ficou no valor de R$ 5,9 trilhões, incluindo R$ 232,6 bilhões para a saúde e R$ 27,9 bilhões para despesas com pessoal. O relatório destina R$ 89,4 bilhões para investimentos públicos, acima do mínimo exigido pelo arcabouço fiscal (R$ 74,3 bilhões). Entre as mudanças, há aumento em despesas previdenciárias e seguro-desemprego, mas cortes no Bolsa Família e na educação.

R$ 50,4 bilhões em emendas

Esta é a primeira peça orçamentária desenhada durante a vigência da Lei Complementar 210/2024, que regulamenta a destinação de emendas parlamentares para atender aos requisitos definidos pelo STF. A corte determinou que esses aumentos devem obedecer o teto de gastos definido no arcabouço fiscal.

O texto aprovado inclui 6.959 emendas parlamentares, totalizando R$ 50,4 bilhões. Parte desses recursos poderá ser bloqueada pelo governo caso ultrapasse os limites definidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), conforme as novas regras da Lei Complementar 210/2024. O relatório também estabelece um teto de R$ 11,5 bilhões para emendas não impositivas.

Resistência ao relatório

Apesar da pressa para aprovação do orçamento, a bancada do Novo reclamou da falta de tempo para apreciação do relatório, apresentado na mesma manhã à Comissão Mista de Orçamento e aprovado no colegiado logo antes da sessão plenária. A votação aconteceu em modalidade simbólica, recebendo voto contrário do Novo e do deputado Kim Kataguiri (União-SP) na Câmara e apoio unânime no Senado.

Com informações de Congresso Em Foco (Título adaptado pelo Blog do Branco)

Imagem: EBC

Henrique Branco

Formado em Geografia, com diversas pós-graduações. Cursando Jornalismo.

#veja mais

Rapidinhas do Branco – CXX

Outdoor Com nove sessões ordinárias realizadas (sem contar as extraordinárias) realizadas pela Câmara Municipal de Parauapebas, o expediente legislativo começa a definir entre os 17

Canaã dos Carajás: Prefeitura entrega 100 casas do Programa Moradia Digna

Ontem, 17, a Prefeitura de Canaã dos Carajás realizou a entrega de 100 casas do Programa Moradia Digna, beneficiando dezenas de famílias que sonhavam com

Megale será o vice de Miranda. Não foi escolha; na verdade, falta de opção

Depois de um dos mais longos processos de escolha de um vice em eleições majoritárias no Pará, José Megale foi escolhido horas antes da convenção

Da infância jurunense ao Colosso do Bengui

Hoje (06), o Estádio Olímpico do Pará (EOP), conhecido popularmente como “Mangueirão” (referência dada pelo cronista esportivo Moacir Calandrini) completa 41 anos de história. O

Parauapebas para além do minério

Há tempos que se trata do futuro da extração mineral em Parauapebas. As narrativas divergem no tempo das atuais minas que estão em operação, mas

CPI da Vale: Tributos pagos pela mineradora são questionados pelos deputados

Durante as diligências nas instalações da Vale na região de Carajás, que ocorreram nos dias 23, 24 e 25 deste mês, a Comissão Parlamentar de