Depois de período sabático, ex-prefeito Valmir Mariano reaparece

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“Um tempo para si mesmo é fundamental e muitas pessoas o tratam como se fosse um grande luxo. Não é. É saudável descobrir-se outra vez, pensar sobre decisões a serem tomadas, sentimentos a serem vividos”, diz a psicóloga intercultural Andréa Sebben. É desta forma que o ex-prefeito de Parauapebas, Valmir Mariano, começa a romper o período de afastamento público e político, desde quando perdeu a eleição em outubro passado para Darci Lermen.

De forma exclusiva, o blogueiro Zé Dudu entrevistou o ex-mandatário da política parauapebense. Foram 14 perguntas publicadas distribuídas em variadas abordagens. Os questionamentos por parte do entrevistador ficaram bem longe de qualquer insinuação de ser armado ou “chapa branca” o referido processo dialético.

Sobre o questionamento em relação ao ex-prefeito ter sido citado nominalmente na famosa lista da Odebrecht, Valmir negou qualquer relação com a referida empreiteira, afirmando que a sua gestão não fechou nenhum contrato com a Odebrecht e que não recebeu nenhum recurso vindo dela.

Valmir reconheceu que um dos principais pontos que levaram a sua derrota eleitoral em 2016 foi a sua inexperiência política. Sobre essa questão apontei a deficiência e o peso negativo que ela teria na disputa eleitoral um ano antes. Outra questão apontada pelo ex-prefeito (e novamente indicado por mim em diversos textos desde 2015) foi a comunicação. Sua gestão na referida área foi de uma sucessão de erros impressionantes. Governo não sabia se comunicar e mostrava muito mal suas realizações. A sociedade com isso não conseguia acompanhar.

Sobre o papel da imprensa local em relação a nova gestão, Valmir compara a perseguição que sofria e o clima de “paz e amor” vivido agora. Não concordo com o termo “perseguição” que o ex-prefeito usou, mas mantenho concordância em relação à postura atual da maioria dos veículos de comunicação de Parauapebas nesses quatro meses incompletos da gestão Darci Lermen.

Um visitante que chegue agora em Parauapebas, por exemplo, e busque se informar pelos principais veículos de comunicação da “capital do minério”, ficará espantado positivamente com as notícias que são informadas. Poderá, talvez, por descuido ou desatenção, pensar que a gestão municipal em menos de quatro meses incompletos, transformou um cenário de “terra arrasada” em um município nortista de padrão europeu no que diz respeito à qualidade de vida.

Zé Dudu no decorrer da entrevista, perguntou ao entrevistado sobre o seu futuro político. Havia a possibilidade real de Valmir Mariano ter se tornando (haja vista que foi prometido pelo governador uma reforma no secretariado no mês de fevereiro) secretário estadual no governo de Simão Jatene. O blog abordou a questão e fez análise política da questão, mas que acabou por não ocorrer (nem a nomeação de Valmir e muito menos a esperada mudança no primeiro escalão do governo estadual).

Possivelmente a ida de Valmir para integrar a gestão estadual esfriou. Jatene está reavaliando a questão. Como esperado, o ex-prefeito de Parauapebas deixa claro que não está “morto politicamente” (como anunciado por muitos) e que em um futuro próximo irá decidir por qual caminho político seguirá. Mesmo inexperiente na seara política, Valmir sabe e aprendeu que a força está com quem tem mandato. Por isso, pelo lado da oposição local, que dar as cartas hoje é o deputado estadual Gesmar Costa.

À Valmir Mariano poderá ter restado como futuro o processo de reestruturação de sua empresa, retornar ao setor privado. Mas, política é como nuvem, muda o tempo todo.

Leia a entrevista na íntegra: Zé Dudu 

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