Derrubada mais uma distopia bolsonarista

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Uma das maiores polêmicas atualmente no Brasil gira em torno da questão do voto impresso, que substituiria o atual sistema, totalmente eletrônico. O retorno ao papel é uma das velhas narrativas promovidas pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), ainda quando era deputado federal. O então parlamentar sempre colocou em xeque a segurança das urnas eletrônicas, afirmando que o sistema é falho e gera fraudes. O atual mandatário nacional disse que a própria eleição de 2018 – que venceu, elegendo-se presidente da República – foi fraudada, mesmo sem nunca ter apresentado qualquer prova que sustente a sua tese.

Jair Bolsonaro mesmo atacando o sistema eleitoral eletrônico, nunca apresentou provas das fraudes que sempre acusou, mesmo quando foi notificado a comprovar o que fala. A narrativa do mandatário nacional tem método, pois alimenta todo um questionamento de seus seguidores, que reproduzem a varejo diversas informações falsas sobre o tema.

Na semana passada, um relatório da Polícia Federal apontou que, até o momento, não foram registrados investigações sobre fraudes envolvendo urnas eletrônicas eleitorais desde 1996, quando o método foi implantado. O documento foi finalizado após a corporação pedir às superintendências do órgão nos Estados, por meio da Corregedoria, que encaminhassem todas as denúncias de fraudes recebidas ou apuradas durante o período.

De acordo com o jornal O Estado de São Paulo, o único inquérito apontado no relatório ocorreu em Vila Velha (ES) e se trata de uma tentativa de estelionato e não de fraude que tenha comprometido a eleição. Na ocasião, um candidato a prefeito na cidade foi abordado por um homem que tentou “vender” registros de votos nas urnas, porém, sem nenhuma prova de que conseguiria concretizar a fraude.

O pedido da Polícia Federal foi feito para obter informações que pudessem justificar as constantes acusações de fraude sustentadas pelo presidente Bolsonaro. Na noite da última sexta, 23, o presidente voltou a alegar que os processos eleitorais de 2014, vencido por Dilma Rousseff (PT), e de 2018, vencido por ele próprio em segundo turno, foram alvos de fraude e afirmou que entregará as provas neste próxima semana.

Nenhuma acusação que coloque em xeque a segurança do voto eletrônico é provada. Apenas serve para seguir com a estratégia de “corroer” as instituições, colocar os sistemas em xeque, papel que o Bolsonarismo promove desde quando chegou ao poder.

Mais um indício via Polícia Federal que os números divulgados pelas urnas eletrônicas são reais, verdadeiros. O resto é distopia e desinformação. Mais uma narrativa Bolsonarista que não se sustenta a ser confrontada com fatos investigados.

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