Equador: reformas, crises e o labirinto institucional

O até então, o pacato Equador, passa por uma onda de violência nunca antes visto na história recente daquele país, que já aceifou a vida de 10 pessoas. As ruas da capital Quito continuam vazias, com toque de recolher. O centro histórico da cidade está fortificado por militares e com tanques do Exército após vários incidentes.

A violência eclodiu enquanto o governo tenta prosseguir em um plano de austeridade e se prepara para realizar um referendo com uma série de medidas de segurança e de investimentos. O país continua sob um decreto de “estado de exceção”, assinado pelo presidente Daniel Noboa, que definiu a situação como de “conflito armado interno”, dando mais poderes de segurança pública às Forças Armadas.

O combate aos grupos do crime organizado no país é apenas uma parte dos planos de Noboa, político de 36 anos que assumiu o cargo no final de novembro, após um ano tumultuado, que incluiu a dissolução do Congresso pelo ex-presidente Guillermo Lasso, e o assassinato do candidato e ativista anticorrupção Fernando Villavicencio, em agosto.

O Equador pretende cortar gastos em cerca de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) enquanto o paí enfrenta crises fiscais, de dívida e de segurança, disse no final do ano o ministro das Finanças, Juan Carlos Vega. A nova administração planeja ainda reduzir o número de empreiteiros públicos e reduzir as ineficiências nas empresas estatais para ganhar o apoio do Fundo Monetário Internacional (FMI) para um novo programa de financiamento.

Todavia, o estopim para toda essa crise e onda violência foi aceso com a fuga da prisão do narcotraficante Adolfo Macías, vulgo “Fito”, o líder da gangue criminosa Los Choneros. Esse fato desencadeou vários motins em diferentes prisões no país e ordens dos líderes para iniciar uma série de ataques.

As autoridades equatorianas atribuíram os problemas exatamente ao aumento dos esforços para combater o tráfico de drogas e o crime organizado, à medida que lutavam para controlar surtos de violência que resultaram na morte de mais de 400 detentos desde o início de 2020.

A ação mais ousada dos criminosos foi transmitida ao vivo, quando um grupo de pessoas encapuzadas invadiu o estúdio da TC Televisión usando armas e mostrando o que seriam explosivos para as câmeras. Vários funcionários foram feitos reféns e a polícia só conseguiu controlar a situação algumas horas depois, prendendo ao menos 13 pessoas.

A piora no quadro de segurança tem afetado o otimismo dos investidores. O dinheiro prontamente disponível nas contas do Tesouro caiu para apenas US$ 95 milhões na primeira semana do mês, o nível mais baixo em 18 anos, forçando o ministério a angariar US$ 3 bilhões para pagar salários e governos locais através de uma série de medidas provisórias.

Com informações Infomoney e Bloomberg (adaptado pelo Blog do Branco). 

Imagem: Brasil de Fato. 

Henrique Branco

Formado em Geografia, com diversas pós-graduações. Cursando Jornalismo.

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