EUA e China firmam trégua comercial de um ano

Os Estados Unidos e a China firmaram uma trégua comercial de 1 ano após o 1º encontro entre Donald Trump e Xi Jinping em seis anos, realizado durante a cúpula da Apec, em Busan, na Coreia do Sul, na madrugada desta quinta-feira (30).

Segundo nota conjunta, a China suspendeu os controles de exportação relacionados às terras raras, enquanto os EUA paralisaram a expansão das restrições tecnológicas aplicadas a subsidiárias de empresas chinesas. Trump destacou ainda que as negociações terão revisão anual.

Trump afirmou que as tarifas sobre produtos provenientes da China recuaram de 57% para 47%, enquanto os tributos aplicados a itens ligados ao fentanil diminuíram de 20% para 10%. Ele disse ainda: “Eu achei que foi uma reunião incrível”, afirmou a repórteres a bordo do Air Force One.

Durante o trajeto de retorno aos EUA, Trump ressaltou que alguns pontos não foram discutidos, como os chips de inteligência artificial Blackwell, da Nvidia (NVDC34). No encerramento, porém, Xi destacou que há “boas perspectivas de cooperação em inteligência artificial”.

Acordos Firmados

Soja dos EUA: A China retomará a compra de soja dos Estados Unidos;

Taxa de 100%: Foi cancelada a tarifa de 100% sobre produtos chineses anunciada por Trump;

Taxas Portuárias: Os EUA suspenderão a investigação da Seção 301 sobre a indústria marítima, logística e naval chinesa, e a China interromperá sua tarifa de retaliação por 1 ano;

Taxa do Fentanil: Os EUA reduzirão a taxa sobre produtos chineses ligada ao fentanil de 20% para 10%;

Terras Raras: A China suspendeu, por 1 ano, as medidas de controle de exportação de terras raras;

Guerra comercial: A disputa comercial entre os países voltou a se intensificar neste mês, após a China sugerir ampliar as restrições às exportações de minerais de terras raras. Trump respondeu afirmando que adotaria tarifas adicionais de 100% contra produtos chineses.

Na época, Trump também ameaçou encerrar relações comerciais com a China que envolvessem “óleo de cozinha e outros elementos de comércio”. Segundo ele, as medidas foram uma resposta direta à suspensão da compra de soja americana, determinada pelo governo chinês em maio.

Com informações – Elanny Vlaxio (Investidor 10) 

Imagem: Getty Images

Henrique Branco

Formado em Geografia, com diversas pós-graduações. Cursando Jornalismo.

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