De janeiro a novembro de 2025, as exportações da indústria extrativa mineral tiveram uma queda de -4,3%, acumulando um valor de US$ 72,71 bilhões. O resultado foi amenizado pelas exportações de minérios de cobre e concentrados, que registraram aumento de 13,8% e de outros minérios e concentrados dos metais base, que cresceram 35,8%.
O minério de ferro, que lidera as exportações da indústria extrativa mineral, registrou uma queda de -6,1%, enquanto os minérios de metais preciosos e seus concentrados tiveram redução de -65,4%. Nos onze meses do ano, estima-se que o Brasil tenha exportado cerca de 375,6 milhões de toneladas de minério de ferro, com um aumento de 5,4% no volume em relação a 2024. Mas a receita somou apenas US$ 25,9 bilhões, portanto com uma queda em comparação com 2024, motivada pela redução no preço médio por tonelada exportada, que ficou abaixo de US$ 100/tonelada, apesar de uma pequena recuperação no último trimestre do ano.
No período as exportações totais brasileiras tiveram um crescimento de 1,8%, alcançando US$ 317,82 bilhões, sendo que a agropecuária liderou, com crescimento de 5,0% e valor total de US$ 71,95 bilhões. A indústria de transformação, apesar do tarifaço imposto pelos Estados Unidos, ainda teve crescimento de 3,2% no período, somando exportações de US$ 171,37 bilhões. Os maiores parceiros comerciais do Brasil foram a China (com US$ 92,91 bilhões e crescimento de 4,2%), União Europeia (US$ 45,47 bilhões e aumento de 0,6%), EUA (total de US$ 34,32 bilhões e redução de 6,7%) e Argentina (US$ 17,08 bilhões e crescimento de 36,8%).
Com informações de Brasil Mineral
Imagem: reprodução


