Os clientes e investidores do Banco Pleno ficaram com seus recursos bloqueados a partir da liquidação na instituição. Por isso, vão entrar na lista de reembolso do FGC (Fundo Garantidor de Crédito). O FGC estima que 160 mil clientes do Pleno terão direito ao ressarcimento e calcula que os pagamentos vão chegar a R$ 4,9 bilhões.
Os números serão confirmados a partir da consolidação das informações do Banco Pleno. Por isso, ainda não há data para o início do reembolso.
“Os valores garantidos, nos termos da regulamentação, serão pagos após o recebimento das informações da instituição que estão sendo consolidadas pelo Liquidante (responsável legal indicado pelo Banco Central) com o apoio do FGC”, lembrou o FGC.
Esse processo se arrastou por dois meses no caso do Banco Master, devido à complexidade dos processos praticados pela instituição. E ainda está em andamento no Will Bank, mas o FGC decidiu antecipar o pagamento dos clientes do banco digital que tinham até R$ 1 mil para receber.
O que fazer?
Enquanto isso, o que os clientes e investidores do Banco Pleno podem fazer é o download e o cadastro no aplicativo do FGC, para serem informados das próximas etapas do pagamento. O reembolso do FGC não é automático e deve ser solicitado pelos clientes e investidores do Pleno, depois que o FGC tiver a lista oficial de credores.
O pedido deve ser feito por meio do aplicativo do FGC, no caso de pessoas físicas, ou do site da instituição, no caso de pessoas jurídicas. Depois disso, o pagamento é feito em até dois dias úteis. O FGC garante o reembolso de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição financeira ou conglomerado, com valor máximo de R$ 1 milhão por cada período de quatro anos.
O valor compreende os recursos mantidos em contas corrente e poupança, além dos investimentos em títulos de renda fixa como como CDBs (Certificados de Depósito Bancário) e LCIs (Letra de Crédito Imobiliário).
A liquidação do Pleno
O BC (Banco Central) decretou a liquidação do Banco Pleno e da Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários nesta quarta-feira (18). De acordo com o Banco Central, a liquidação foi motivada pelo “comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez”, além do descumprimento de normas que disciplinam a sua atividade e de determinações do BC.
O Pleno é o antigo Indusval e nos últimos anos vinha sendo chamado de Banco Voiter. A instituição foi comprada em fevereiro do ano passado pelo conglomerado do Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, e seis meses depois foi vendida para Augusto Ferreira Lima, passando a se chamar Pleno.
A conta do FGC
Com mais essa liquidação, o FGC terá um custo de quase R$ 52 bilhões com o caso Master. O FGC também vai pagar R$ 40,6 bilhões para cerca de 800 mil credores do Banco Master e projeta R$ 6,3 bilhões de pagamentos para os clientes do WillBank.
Os pagamentos vão consumir cerca de um terço do patrimônio do FGC, que era de R$ 153,5 bilhões ao final do terceiro trimestre de 2025. Por isso, o fundo precisou desenhar um plano para recompor o seu caixa, que envolve a antecipação dos pagamentos realizados pelos bancos ao FGC.
Por Marina Barbosa (Investidor 10)
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