“Gabinete do Ódio” se volta contra Helder

É notório que existe um comando central que determina ataques e produção de matérias sobre as mais variadas pessoas, grupos ou partidos. Em comum, críticos ou os que não seguem as determinações do presidente Jair Bolsonaro ou de seus apoiadores, tornam-se alvos da fúria bolsonarista nas redes.

A produção das chamadas Fake News inicia a sua trajetória no campo político-eleitoral em 2016, nas eleições municipais, mas tomou grandes proporções na última eleição, em 2018. Claramente beneficiaram o então candidato do PSL, Jair Bolsonaro. Montou-se uma verdadeira estrutura de propagação dessas notícias, com financiamento de criação das mesmas, principalmente em impulsionamento nas redes sociais, em especial, no Whatsapp.

O governo do Pará, sob comando de Helder Barbalho – assim como outros governadores – resolveram seguir o óbvio, o bom senso, ou seja, recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde em relação aos procedimentos a serem seguidos no combate à pandemia do novo coronavírus, que determina como medida mais eficaz o isolamento social para evitar a proliferação de transferência de carga viral, algo sempre repudiado publicamente pelo presidente Jair Bolsonaro e seus seguidores.

As medidas tomadas pelo governador do Pará, via decretos (estes cada vez mais restritivos), geraram a ira dos bolsonaristas, que, primeiro, tentaram – alguns – no último dia 22, descumprir as determinações e promover carreata, logo desmobilizada pelas forças de segurança.

Helder vem sofrendo sistemáticos ataques nas redes sociais. O modus operandi é o mesmo: distorcer notícias (alterar a original por outra inverídica, mantendo a formatação e diagramação do documento original), assim como também, produzir algo novo, sem base com a realidade, derrubado com uma simples pesquisa. Feito isso, vem a etapa dois: a propagação em massa nas redes. O impressionante é que a ampla maioria que são responsáveis por essas operações ilegais, apoiam o presidente Bolsonaro.

Assim como no Pará, com Helder, outros governadores que criticaram e deixaram de seguir os posicionamentos do presidente da República, tornam-se alvos. João Dória, em São Paulo, é outro exemplo. O governador paulista sofre forte pressão, com ameaças de morte vindo de bolsonaristas.

Helder tornou-se inimigo de uma casta que apoia Bolsonaro e se coloca contra as medidas isolacionistas, e quer a volta das atividades econômicas, mesmo com o mundo inteiro mantendo isolamento social. Os ataques nas redes ao governador do Pará foram sistemáticas. Incluiu falsas notícias de liberação de trânsito e circulação entre municípios, por intervenção federal, via a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o que não é verdade. A inverdade do uso de mão de obra carcerária na limpeza e marcação de distanciamento nos locais públicos de Belém, é outro exemplo. Em nada, neste momento contra o isolamento, o presidente Bolsonaro poderá fazer. Os decretos estaduais e municipais estão garantidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O gabinete do ódio está a todo vapor. O centro de controle de fake news trabalha como nunca. Todos são alvos, basta discordar do presidente Jair Bolsonaro, por mais absurda que seja a defesa feita por ele. Quem será o próximo?

Henrique Branco

Formado em Geografia, com diversas pós-graduações. Cursando Jornalismo.

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