O dilema de Daniel Santos: a pretensão. Os acordos. O racha na Direita. O fisiologismo partidário. A falta de confiança.

O extenso titulo deste título sintetiza um cenário que envolve o atual prefeito e pretensioso candidato ao governo do Pará, Daniel Santos. Primeiro ponto: a pretensão em ser o próximo governador do Pará. É um direito do citado e de qualquer cidadão paraense que esteja com suas obrigações eleitorais em dia. Todavia, tal ambição requer diversos fatores que, em conjunto, podem ou não propiciar tal feito.

Não cumpridor de acordos 

Diversos políticos que conviveram com Daniel Santos produzem uma mesma narrativa em relação ao mesmo: não cumpre acordos. Inclusive, há vídeos como do deputado estadual Fábio Filgueiras (PSB), que reforçam tal característica. É extensa a fila de ex-aliados de Santos, pessoas como o deputado estadual Erick Monteiro (PSDB), que foi seu vice, vizinho e frequentador da casa de Santos, atualmente não ver o mandatário de Ananindeua na sua frente.

Direita

Daniel Santos e sua esposa, a deputada federal Alessandra Haber, ambos são bolsonaristas, apesar de nunca terem assumidos publicamente. Mas não escondem a admiração pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Santos saiu do PSDB e foi para o MDB. Depois rompeu com o governador Helder Barbalho e se filiou para concorrer à reeleição de prefeito, ao PSB, partido da base do presidente Lula, que tem a vice-presidência, mas tem programaticamente o direcionamento de centro-esquerda.

Em relação ao PSB, Daniel tomou o partido de Cássio Andrade. Mesmo sendo bolsonarista, o mandatário não se importou em presidir no Pará um partido da base de um governo de Esquerda. Todavia, esse movimento que, de partida, lhe garantiu a reeleição, lhe trouxe um outro problema: a desconfiança da Direita paraense, liderada pelo PL, controlado pelo deputado federal Éder Mauro.

Pesquisas 

Diversos levantamentos estão sendo feitos em relação à disputa pelo governo do Pará. Os nomes que aparecem são da atual vice-governadora Hana Ghassan (MDB), Daniel Santos (PSB), Éder Mauro e Joaquim Passarinho, ambos do PL. Em outras pesquisas, é colocado o nome do deputado estadual Rogério Barra, também do PL, e filho de Éder Mauro.

A questão que está clara: quando o levantamento coloca um pré-candidato do PL, Daniel Santos perde intenção de voto, torna-se, portanto, menos competitivo. Esse é o seu drama. Não é visto como um bolsonarista fiel, justamente por ser filiado a um partido de outro espectro político. Há rumores que esteja se filiando ao Podemos, de Direita, mas sem musculatura política.

Fisiologismo partidário 

Daniel Santos deixa claro que fidelidade partidária não é o seu forte, pois depende de sua conveniência. Foi assim quando saiu do PSDB para o MDB, deste para o PSB, e assim será possivelmente para o Podemos. Se ficar onde está, o PL lançando candidato ao governo do Pará, Santos desidratada consideravelmente.

Fora da RMB

Diversos levantamentos feitos até aqui colocam Daniel Santos bem posicionado. Todavia, quando se segmenta por regiões e adicionando uma candidatura do PL, sua intenção de voto diminui. As regiões Sudeste e Sul do território paraense, o atual prefeito de Ananindeua, ainda é um desconhecido. Seu crescimento nesses redutos está condicionado a ser um candidato da Direita.

Hana Ghassan ao ser confirmada oficialmente como candidata ao governo estadual, tende a crescer de forma mais sólida e rápida. Mesmo não sendo oficialmente, sua atuação vem lhe garantido um ótimo posicionamento nos levantamentos feitos até aqui. O PL ao lançar candidato deverá “abocanhar” uma considerável parcela da Direita, dificultando – como dito – a vida de Santos.

O jogo está sendo jogado. O dilema de Daniel Santos está posto.

Imagem: reprodução  

Henrique Branco

Formado em Geografia, com diversas pós-graduações. Cursando Jornalismo.

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