O PSD e a estadualização da disputa presidencial. Um MDB “moderno”

Não é de hoje que este veículo vem acompanhando os movimentos políticos feitos por Gilberto Kassab, presidente nacional do Partido Social Democrático (PSD), fundado pelo mesmo em 2011, formando por dissidentes do Democratas (DEM) e de outros partidos, sob a liderança do ex-prefeito de São Paulo.

Se intitula de Centro, o que lhe permite “navegar” por mares da Esquerda e da Direita. Kassab coloca o partido como sendo um pêndulo e que permite governabilidade ao partido que esteja no controle do Palácio do Planalto. Em 15 anos, o PSD se tornou um dos maiores partidos do país, elegendo, por exemplo, em 2024, a maior quantidade de prefeitos.

Inegavelmente, Kassab é um exímio articulador político. Por isso, sobrevive com protagonismo há anos sem ter mandato, apenas assumindo cargos comissionados e no gerenciamento partidário do PSD. Nos últimos dias, com a filiação de Ronaldo Caiado, governador de Goiás, o referido partido passou a contar com cinco governadores, sendo três possíveis nomes que poderão concorrer à Presidência da República.

A estratégia é sim – e dependeu da desistência de Tarcísio de Freitas de concorrer ao Palácio do Planalto – se posicionar como opção à Direita moderada, diferente de como o senador Flávio Bolsonaro se apresenta, de forma mais radical. Ronaldo Caiado (GO), Eduardo Leite (RS) e Ratinho Júnior (PR) estão bem avaliados em seus estados. Em tese, um deles será o nome apresentado pelo PSD. O governador goiano é o mais próximo do eleitorado bolsonarista.

O senador Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas se posicionam bem nas pesquisas, empatando tecnicamente na maioria dos levantamentos; em outros, o “01” fica à frente. Os nomes do PSD terão que “remar” para se viabilizarem politicamente. Caso contrário, a tendência é que Kassab apoie a candidatura bolsonarista ao Palácio do Planalto.

O PSB se tornou um novo MDB, com o mesmo modus operandi fisiologista, porém com nomes novos, com modelos de gestão mais atual.

Kassab não joga para perder. Nenhum governo conseguirá ficar longe do PSD.

Imagem: reprodução

Henrique Branco

Formado em Geografia, com diversas pós-graduações. Cursando Jornalismo.

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