O PT em Parauapebas perdeu até o vermelho

Não é novidade que o Partido dos Trabalhadores em Parauapebas agoniza e parece se manter vivo através de aparelhos ou ainda pela pouca representação política que ainda possui no parlamento municipal. Já escrevi diversas vezes sobre o cenário do PT local, retratando a triste realidade que a referida legenda vive, ou melhor, sobrevive e que se confirma e até consolida nesta eleição.

Além de rápida desidratação política, o PT parauapebense perdeu grande espaço político na cidade. Em curto espaço de tempo saiu do controle do paço municipal e se tornou uma agremiação partidária de médio (muito ainda mantido esse status pela reconhecida força de mobilização de sua militância) ou até, uma pequena legenda e sem perspectiva de mudança de rumo ou crescimento dentro do campo político esquerdista, pelo menos, em âmbito local.

Quando o PT governava Parauapebas, em determinado momento, tinha o partido controlando as máquinas federal e estadual, ou seja, o ápice político. Talvez, nem o mais astuto cientista político poderia prever tamanha queda em tão pouco tempo. Hoje, a referida legenda não tem candidatura à prefeitura da “capital do minério” e conta com dois vereadores (50% do que tinha no início da atual legislatura). Será que manterá pelo menos as mesmas cadeiras, o mesmo espaço no legislativo municipal?

Para completar o cenário desastroso do PT, o ex-prefeito Darci Lermen, ex-petista, em jogada de marketing, incorporou em sua campanha a cor vermelha, mesmo sendo agora do PMDB. O objetivo é simples: associar a sua candidatura ao seu antigo perfil petista, neste sentido a cor é fundamental para angariar votos de petistas ou simpatizantes da legenda, mesmo não estando nela. Darci saiu do PT pela própria realidade do partido, mas sabe muito bem como cativar o público “vermelho”.

Portanto, nem a cor vermelha que é um dos principais símbolos do PT é de controle ou patrimônio do partido, pelo menos em Parauapebas. Ao PT restará o quê? Por isso retomo a afirmação que fiz em meu último artigo sobre a referida questão: “PT em Parauapebas: O último que sair que apague a luz”.

Henrique Branco

Formado em Geografia, com diversas pós-graduações. Cursando Jornalismo.

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