ORM “paz e amor”?

Na semana passada o blog abordou a questão da guerra familiar que ocorre no interior do maior grupo de comunicação do Pará, as Organizações Rômulo Maiorana. A disputa entre os seis irmãos pelo comando da empresa, transpôs os muros e tornou-se pública. Ronaldo e Rosângela destituíram do comando central o irmão Rômulo. Seguindo ritos legais (assembleia – ata – registro – ação judicial) tomaram as rédeas do comando.

Rômulo, de longe, no extremo sul dos Estados Unidos, acompanhou tudo e hoje movimenta-se para reverter o jogo. A disputa ainda está no começo e deverá ter muitos desdobramentos. No texto passado, busquei – além de apresentar a questão – provocar sobre o futuro das ORM. A crise, a disputa, poderia levar o grupo à derrocada? Ou, quem sabe, sob novo comando, melhorar a sua imagem e forma de relacionamento social, talvez, menos político, um jornalismo com menos parcialidade?

Tirando as incertezas, especulações sobre o futuro, o presente já apresenta evidências de possíveis mudanças que Ronaldo e Rosângela (os irmãos que estão mais à frente no comando) começaram a implementar.

O jornalista Lúcio Flávio Pinto em seu blog, fez breve menção a essa mudança publicada no último dia 06 nas páginas do jornal O Liberal. Por ocasião da estada do presidente Michel Temer em Belém, quando foi entregue à Arquidiocese de Belém uma área de domínio da União ao lado da Basílica de Nazaré. O jornal citou – sem críticas, algo inédito ou impensado – Jader e Helder. Ambos devidamente identificados como senador e ministro, respectivamente.

Conforme afirmou Lúcio, a citação sem crítica ou simplesmente ignorá-los seria algo fora dos “padrões” jornalístico dos Maiorana, pelo menos, enquanto Rômulo estava no comando. Essa mudança de tratamento, agora com Ronaldo e Rosângela presidindo, não seria uma nova forma de produção de notícias, de relacionamento? A proposta de ambos seria implementar uma política de coexistência pacífica com os Barbalhos?

As ORM estão em nova fase, que incluí mudanças em seu perfil editorial e político? Os novos gestores querem encerrar, ou, pelo menos, diminuir o clima de guerra com os principais adversários? A mudança incluiria a diminuição do “padrão Globo”, mais elitizado e faria com que a afiliada global no Pará possa se torna mais popular?

Tudo ainda é especulação, mas percebe-se que as mudanças já estão em curso. Enquanto isso, a guerra familiar nos bastidores continua.

Henrique Branco

Formado em Geografia, com diversas pós-graduações. Cursando Jornalismo.

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