Pará sob toque de recolher

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Para quem assistiu ontem a entrevista coletiva que reuniu o governador Helder Barbalho (MDB) e os prefeitos dos municípios da Região Metropolitana de Belém (RMB), pode perceber a preocupação nos semblantes de todas as autoridades presentes, em alguns, como no caso do prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues (PSOL), a fisionomia era de pavor por debaixo da máscara, por conta do momento que estamos vivendo, neste momento, em relação ao cenário epidemiológico no Pará, em especial, na região em destaque.

Vale lembrar que, recentemente, a região oeste do Pará estava em nível máximo de restrições de circulação de pessoas e comércios fechados, em decorrência do bandeiramento preto (Lockdown), como medida de frear o contagio e mortes pelo novo coronavírus. Tal cenário foi consequência do que ocorria naquele momento no estado do Amazonas, em decorrência da proximidade geográfica e relação econômica entre os municípios paraenses localizados no oeste e os amazônidas.

Foram 15 dias de fechamento total de comércios e restringindo a circulação de pessoas. No oeste do Pará, 13 municípios estavam nas condições descritas. Tais medidas mostraram-se eficazes, pois a região voltou à “normalidade”, ou seja, um quadro em que os sistemas de saúde dos municípios e do Estado, consigam atender a demanda.

Por conta do cenário de quase saturação dos sistemas de saúde dos municípios da RMB e da rede estadual naquela região, o governo do Pará decretou, ontem (02), por exemplo, toque de recolher e outras medidas restritivas.

CONFIRA AS NOVAS MEDIDAS:

– Toque de recolher das 22h às 5h;

– Funcionamento de bares, lanchonetes, restaurantes e afins até às18h e com 50% da capacidade;

– Proibição de venda de bebida alcoólica após as 18h;

– Prática esportiva permitida com no máximo duas pessoas;

– Bandeiramento vermelho em todo o Estado;

– Proibição de manifestações e aglomerações com mais de 10 pessoas em locais públicos.

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