Pressão sob Belém

Com a proximidade da Conferência de Clima (COP), que será realizada em novembro de 2025 em Belém, organizada pela Organização das Nações Unidas (ONU), a pressão sobre as autoridades local, estadual e federal aumentam a cada dia. É sabido, que a capital paraense reúne diversas deficiências, sobretudo, em infraestrutura. Foi exatamente o que chamou atenção de Simon Stiell, secretário-executivo do clima da citada entidade internacional, quando esteve em Belém, por conta da Cúpula da Amazônia, evento considerado o teste de “fogo” para a COP-30.

Segundo a Agência Reuters é a rede hoteleira que atende Belém. Os cerca de 27 mil participantes que foram à cidade na última semana enfrentaram problemas com a falta de quartos e o inflacionamento dos preços, além de situações de reservas canceladas na última hora. Isso é preocupante, já que a COP-30 pode trazer um número muito maior de pessoas à cidade, estimado em mais de 70 mil participantes. Mas os problemas de infraestrutura vão muito além dos leitos de hotel. Como muitas cidades brasileiras de grande porte, Belém enfrenta questões como a falta de tratamento de esgoto universal e transporte público precário. Isso sem falar em outras questões ainda mais estruturais, como a falta de segurança.

A situação é preocupante pela falta de tempo para adequar, pelo menos, minimamente, as exigências para que o evento internacional transcorra se maiores problemas. O fato (visita da autoridade da ONU) repercutiu para além da parte continental da capital paraense. Gerou, inclusive, informações erradas, por exemplo, de que Belém não havia passado no teste, algo que nem ocorreu. Still em entrevista afirmou que enviará à capital paraense uma equipe para verificar a infraestrutura em diversos aspectos da capital paraense. Portanto, não houve nenhum teste.

A pressão que Belém sofrerá nos próximos meses será intensa. Em uma cidade em que o prefeito não sabe nem se será candidato à reeleição, tamanha é a sua rejeição, caberá um amplo plano de ação através de uma força tarefa para que a capital paraense não passe vergonha internacionalmente.

Imagem: reprodução Internet. 

Henrique Branco

Formado em Geografia, com diversas pós-graduações. Cursando Jornalismo.

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