Qual será o futuro político de Michel Temer?

Michel Temer foi condenado em maio de 2016 por unanimidade pelo plenário do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) por ter feito doações ilegais para as campanhas de 2014 de dois candidatos a deputado federal do seu partido, o PMDB, no Rio Grande do Sul.

O valor total doado (R$ 100 mil) representou 11,9% de seus rendimentos em 2013, ultrapassando o limite legal de 10% da renda de uma pessoa física estabelecido em lei. O caso transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso – e Temer foi condenado a pagar uma multa de R$ 80 mil.

Seu caso se enquadra, portanto, entre aqueles previstos pela Lei da Ficha Limpa, segundo a qual ficam inelegíveis por oito anos a partir da data da condenação a “pessoa física e os dirigentes de pessoas jurídicas responsáveis por doações eleitorais tidas por ilegais por decisão transitada em julgado ou proferida por órgão colegiado da Justiça Eleitoral”, como o TRE-SP.

No dia 16 de agosto de 2016, em decisão monocrática, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, revogou a Lei da Ficha Limpa sob encomenda. O fim do dispositivo que barrava os fichas-sujas beneficia o interino Michel Temer (PMDB) e mais seis mil prefeitos e ex-prefeitos. Temer estava inelegível pelos próximos 8 anos, mas com anistia poderá candidatar-se em 2018.

Portanto, se quiser, Michel Temer poderá concorrer à reeleição e continuar mais quatro anos no Palácio do Planalto. Depende dele e da conjuntura política. Ser ou não ser candidato?

Dentre uma dezena de pesquisas, a mais nova, a do Ibope divulgada no último dia 28 mostra os seguintes percentuais de avaliação do governo Temer: Ótimo/bom: 3%; Regular: 16%; Ruim/péssimo: 77% e Não sabe/não respondeu: 3%. Com o percentual de 77% de reprovação, o governo atingiu o maior patamar de avaliação “ruim/péssimo” de toda a série histórica da pesquisa, iniciada em março de 1986.

Antes desse resultado, o pior nível havia ficado em 70% nas avaliações de julho deste ano (governo Temer) e de dezembro de 2015 (governo Dilma Rousseff), segundo informações do próprio Ibope.

Se Michel tem alguma pretensão de continuar na condição de mandatário do país, as pesquisas apontam o contrário. Se Temer poderá se candidatar, concorrer à reeleição, em 2018, por que continua sistematicamente com a sua política impopular? Reformas que poderão lhe custar grande perda política, lhe tirar a imunidade do cargo, o colocando à vala comum da Justiça? Ou mesmo podendo concorrer, não quer? O PMDB abriria mão da presidência do país assim, fácil, sem resistência ou, pelo menos, disputa?

Ou Temer sabe que não terá em 2018 a mínima condição eleitoral para se manter no cargo, por conta disso, governa sem receios ou pressão popular. O ano que vem, 2018, parece que será tomado de surpresas, tanto na política, quanto na economia.

#veja mais

Em meio ao “tiroteio” dialético em Brasília, Jair precisa ser menos pai e mais presidente

O governo do presidente Jair Bolsonaro entra em sua 12º semana, e até agora não teve um intervalo de sete dias sem alguma polêmica, algo

A vitrine bem cuidada

Conforme tratado por diversas vezes pelo Blog do Branco, a questão da segurança pública tornou-se a principal pauta da eleição ao governo do Pará, em

Rapidinhas do Branco. XXXVI

Mais segurança Uma demanda histórica dos moradores da Vila Cedere, foi atendida através da atuação parlamentar do vereador e presidente da Câmara Municipal, Rafael Ribeiro

O narcisista de Mogi das Cruzes

O termo narcisismo provém da Mitologia Grega, que narra a história de Narciso, um jovem muito bonito que desprezou o amor da ninfa Eco e

Pesquisa Doxa: Márcio Miranda chegou. E agora?

Na manhã de hoje, 21, a Doxa divulgou a sua segunda pesquisa ao governo do Pará. Os resultados não são nem um pouco favoráveis ao

Rossi, a minha outra droga

Parece que o tempo de perdas chegou e será longo. Em janeiro do ano corrente, Carlos Heitor Cony, nos deixava. E por sua importância como