PAUTA BOMBA
Quem pensava que as pautas “bombas” enviadas pelo governo à Casa de Leis fossem coisas do passado, se enganou. Nesta semana, o prefeito Aurélio Ramos enviou à Câmara Municipal, em regime de urgência, Projeto de Lei que trata do auxílio-alimentação dos servidores municipais, que passaria a ser pago em cartão-alimentação, e não mais junto ao provento. Diversas classes sindicais se organizam para pressionar os vereadores da base governista a não aprovarem tal projeto.
IMPACTOS
Na prática, o projeto de lei que visa pagar o auxílio-alimentação em cartão, se for aprovado, amarrará e provocará intensa mudança na economia local. O que é de livre uso, ou seja, o servidor utiliza à sua necessidade, sem destino determinado; com a aprovação do PL, o valor passaria a ser direcionado e restrito em seu uso, por exemplo, a locais credenciados e para uso especifico em gêneros alimentícios, o que deixaria à míngua outros setores do comércio local.
AMEAÇA ELEITORAL
Na campanha eleitoral passada, Aurélio Ramos, pregou em alto e bom som pelos quatro cantos da cidade que, se eleito prefeito, convocaria auditorias para promover um “pente fino” em todas as secretarias ligadas a vereadores. Segundo Ramos: “não sobraria pedra sob pedra”. Tal narrativa foi muito bem recebida pelo eleitorado e serviu de “válvula de escape” em seu período eleitoral. Um ano se passou e, até o momento, tal ameaça não foi cumprida pelo mandatário para alívio de alguns.
ACUADOS
Gera estranhamento a passividade dos vereadores da base Ramos. Se antes alguns estavam temerosos com ameaças de auditorias que acabaram por não se concretizar, tal indagação só aumenta e chama a atenção: o que os mantém passivos? Sempre na defensiva em relação ao mandatário? O que está por trás da cortina de fumaça?
SEM MORAL
Em Parauapebas tem secretário por aí que não manda nem na própria secretaria. Onde o mesmo vive sendo “vigiado” 24 horas e quer mandar em órgãos estaduais onde à sua competência não cabe. E, pasmem, se não fosse um senador por aí, ele já estaria fora da cadeira há tempos, pois o mesmo não tem envergadura moral entre os grupos políticos do município. Agora o tal “pulso firme” propagado por ele será testado em 2026. Pois, o “sem moral” bateu o “pé” e disse que será candidato com ou sem apoio do prefeito Aurélio Ramos. A conferir.
ÂNCORA ROBÓTICA
Quem anda pela cidade, percebeu que a infraestrutura se tornou crítica e está “derrubando” a popularidade do prefeito Aurélio Ramos. Portanto, o péssimo desempenho de quem está à frente da Secretaria de Obras (Semob), Roginaldo Rocha, mais conhecido como “Robozinho”, carrega consigo à responsabilidade de ser o “âncora” da gestão. Por exemplo, a recuperação de vias, foram pagos R$ 55 milhões em 2025, todavia, a cidade está tomada por buracos. Sem falar no montante de quase R$ 26 milhões pagos a duas empresas que executaram serviços de manutenção de vias urbanas e rurais.
SEM PAI, SEM MÃE
Sob a liderança da ex-vereadora Eliene Soares, um grupo de ex-parlamentares está “atirando” para todos os lados. Uma semana aparece em solo canaense, em conversas avançadas com o grupo Gadelha; em outro, em conversas com outros grupos políticos. Querem mostrar que estão no “jogo”, buscando sair “maior” deste processo eleitoral, visando, é claro, retornar à Casa de Leis, em 2028.
TERRA ARRASADA
Falando na ex-vereadora Eliene Soares, a Educação municipal de Parauapebas ainda segue em processo de recuperação, tamanho foi o cenário de “terra arrasada” deixado pelo grupo político liderado pela referida ex-parlamentar, que depois que perdeu a eleição, resolveu “descansar” estrategicamente à sua desgastada imagem.
Imagem: Fotomontagem





